080 – RP escreve a sua história com Monroe Júnior

rp-facebookHoje no RP escreve a sua história recebemos nosso designer/RP Antônio C. Monroe Júnior, 24 anos, diretamente de São Luís do Maranhão, Formado em Comunicação Social – Relações Públicas pela UFMA e em Administração – Marketing pela FAMA. Atualmente assessor de comunicação. Relações Públicas e Mercadólogo por formação, atuando principalmente no âmbito da comunicação visual.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

No ensino médio já entendia que queria trabalhar com comunicação. Um semestre antes de iniciar RP, me matriculei no curso de Administração em Marketing pela faculdade FAMA de São Luís – MA. Pesquisei sobre os cursos da UFMA e encontrei nas Relações Públicas o casamento perfeito que eu procurava com a graduação que já estava fazendo.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Não diferente de outras profissões, o cenário das relações públicas no país está em constante transformação. A comunicação digital tem sido uma grande aliada na ampliação do mercado de trabalho deste profissional, que precisa não apenas estar antenado com tal realidade como também desenvolver seu potencial imaginativo. Percebo que área está em emergente notoriedade no Nordeste, mas a caminhada pela valorização do profissional ainda é longa.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas?

Certamente são meus professores da UFMA. Da primeira professora que tive até a orientadora do meu trabalho de conclusão de curso. Sinto-me privilegiado de ter dito a oportunidade de aprender com profissionais tão completos. monroe

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria? 

Certamente não. Mas cá entre nós, de quantas profissões pode-se falar que estão sendo valorizadas no Brasil? Sobre Relações Públicas, especificamente, não se pode falar em valorização da profissão quando boa parte das pessoas se quer sabe o que faz um RP. O caminho pra que ocorra esta esperada valorização parte apenas de nós, profissionais, estudantes e entidades representativas do campo. Não adianta esperar que a profissão esteja legitimada de um dia para o outro.

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

O Brasil é um país plural. Acredito que as Relações Públicas tenham contribuído largamente para a compreensão dos públicos em relação às organizações em meio a tanta diversidade.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Além da concentração dos polos industriais em algumas regiões do país, falta explorar as potencialidades regionais e adaptar o papel do Relações Públicas em meio a elas. Não adianta buscar soluções utilizadas no Sudeste, por exemplo, e aplica-las ao Nordeste sem levar em conta as características que as diferenciam.

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

No Maranhão apenas a UFMA oferece o curso de Relações Públicas, desta forma o mercado costuma absorver os profissionais da área. Existe um potencial muito grande para o empreendedorismo no campo, de modo que muitos profissionais trabalham também como freelancers.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como iniciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

Minha trajetória profissional começa com os estágios na área de Marketing, onde pude exercer as habilidades de um RP de forma indireta. Após atuar no ramo varejista, fui estagiar no recém-criado núcleo de Relações Públicas do Jornal O Imparcial, um dos mais tradicionais e antigos do Maranhão. Já formado, fui contratado com Relações Públicas da Comunique Assessoria de Comunicação, empresa pioneira no serviço de clipagem do estado. Após essa experiência, passei então a trabalhar com Marketing Político, inicialmente como Social Media e depois como assessor de comunicação visual. Atualmente, continuo assessorando grupos políticos e aproveitando meu tempo livre com outras experiências no campo, incluindo a assessoria de eventos e produção musical.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Sem dúvida no campo da comunicação digital. Apesar de que as ferramentas da área estão cada vez mais comuns no nosso cotidiano, ainda existe uma carência no uso estratégico delas pelas organizações. E isso reflete claramente na demanda do campo.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

A atualização da profissão é necessária, mas acredito que deva haver um debate mais intenso sobre a questão. Não sou de acordo com alguns pontos da proposta por entender que eles podem prejudicar características identitárias da profissão, entretanto, compreendo que o caminho para a valorização da profissão não consiste em engessá-la.

VRP: RP e empreendedorismo combinam? 

Sem dúvidas! Aliás, acredito que o empreendedorismo deve ser estimulado ainda na graduação. As grandes dos cursos de Administração sempre contam com essa disciplina, por que não ocorre o mesmo com RP?

VRP: Há quanto tempo faz parte do projeto do blog Versátil RP? Quais foram suas experiência mais significantes?

Há pouquíssimo tempo. Dois meses? Talvez menos (risos). Mas já está sendo uma experiência incrível me relacionar com profissionais tão competentes de todo o canto do país.

VRP: Como vê o forte movimento de blogs/páginas/grupos sobre a temática relações públicas no país? Quais os benefícios podem surgi daí?

É entusiasmante! O diálogo entre esses grupos enriquece a profissão e promove debates importantes. Além é claro, de aproximar profissionais que antes só se encontrariam em eventos.

VRP: Qual publicação de sua autoria é sua preferida? Por que? 

O infográfico dos cinco anos do blog. Foi interessante, pois com essa criação conheci a história do blog e passei a valorizar ainda mais minha participação nele.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro? 

Eu prefiro ser otimista e pensar que a profissão será primeiramente compreendida e então valorizada. Acredito que o cenário atual seja promissor para as Relações Públicas. A comunicação digital exige respostas rápidas e estratégicas. As crises de reputação e imagem ganham mais notoriedade atualmente e os impactos disso são mais intensos. O profissional de Relações Públicas é determinante para adequar as organizações a esta realidade, então depende de nós.

VRP: Qual mensagem gostaria de deixar para os estudantes e recém formados? 

Persista! Saia de sua zona de conforto e não tenha medo de errar! Pesquisa sobre o mercado, aposte em soluções criativas e evite fórmulas prontas. Conheça suas potencialidades e as explore. É importante se manter atualizado e manter o ânimo mesmo quando o cenário não é tão favorável.

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