083 – RP escreve a sua história com Mariana Bremgartner

rp-facebookGraduada em Publicidade e Propaganda (2012) e também em Relações Públicas (2013) pela faculdade ESAMC. Iniciou mestrado em Tecnologias e Interface da comunicação pela Universidade Federal de Uberlândia (2014). Tem experiência profissional em Comunicação Esportiva, Comunicação Política, Gestão de Conteúdo, Relações Públicas Digitais, Planejamento e Assessoria de Comunicação, e Assessoria de Imprensa. Tem como objetivo contribuir na área de docência da comunicação, com práticas educativas que favoreçam a inclusão dos alunos no verdadeiro cenário mercadológico.

Trabalha com maestria na figura de Mariana Bremgartner Relações Públicas e acredita que as conexões assertivas podem mudar as relações. Blog.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Iniciei minha carreira acadêmica cursando Publicidade e Propaganda na faculdade Esamc. Com 2 anos de curso percebi que a minha vontade e capacidade de conversar, inspirar e conectar pessoas de diversas formas era bem maior do que a de “vender”, um sentimento nato do publicitário. Estagiei desde o primeiro período da faculdade em diferentes áreas da Comunicação Social, e enquanto isso incluía em minha grade matérias optativas do curso de RP, me descobri, acolhi minha missão de gerar conteúdos que fossem capazes de engajar pessoas e organizações. A Faculdade me deu a oportunidade de uma bi titulação, com isso concluí o curso de Publicidade e ingressei na habilitação em Relações Públicas. Realizada pela escolha, sou amante da minha profissão.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspira/inspiraram a ser Relações Públicas?MarianaBremgartner (1)

Muitos acreditam que ainda não seja, mas o cenário é amplo, ao acolher a missão de gerar conteúdos que proporcionem o engajamento entre as organizações e seus públicos, desde a academia, sempre me inspirei nas bibliografias e na pessoa da Dona Margarida Kunsch, pelos seus artigos e livros de planejamento (todo conteúdo sai de um bom planejamento) e também levo comigo a figura de uma grande professora que muito me ensinou por suas experiências profissionais a querida Adriana Sousa. As minhas inspirações trazem consigo em sua essência a importância de um bom planejamento estratégico nos negócios para um relacionamento mais assertivo e é isto que e inspira.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas? 

Apesar de alguns falarem sobre o pouco conhecimento da profissão, o cenário é positivo, a crescente da profissão vem caminhando com o tempo. A evolução dos meios de comunicação e das formas de se interagir e comunicar com a opinião pública beneficiou claramente o profissional de Relações Públicas, as empresas começaram a entender que preocupar com a imagem percebida pelo público e mantê-la alinhada e positiva colabora muito mais com seu crescimento e consequentemente com sua reputação ao longo do tempo.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Infelizmente não, o caminho é abrolhoso até o reconhecimento ideal que deveríamos ter, as organizações brasileiras começaram a compreender o valor de zelar pela sua imagem e de um bom planejamento de identidade.

Me recordo que em 2012, antes de me formar, vi um exemplo onde era nítido a ação de um RP, um acidente que envolvia um veículo aquático pessoal (conhecido como Jet ski) matou uma criança de 3 anos, na ocasião todos os veículos de comunicação anunciaram que um Jet ski (marca) teria feito parte do acidente proporcionando uma imagem negativa para organização, a empresa então, entrou em contato com o Jornal Nacional e o Âncora Willian Bonner ressaltou em errata que o veículo não era da marca Jet Ski. Poderia ressaltar aqui “N” exemplos positivos que comprovam o crescimento da profissão.

Por fim, acredito que conseguiremos atingir o ápice se vestirmos de fato a camisa e assumirmos verdadeiramente a profissão de RP, buscando espaço, valorizando o nome através de ações assertivas. O reconhecimento ideal cabe a cada um de nós, Relações Públicas atuando ao lado das organizações é pilar para crescimento.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

A concentração das grandes empresas e multinacionais unida a adesão das faculdades na região sudeste, com certeza é um grande fator facilitador para que a maioria das ofertas de vagas sejam nesta região, no entanto acompanho sempre as atividades online do nosso mundo RP, já vi algumas delas na região norte e nordeste, por exemplo, a Petrobrás lançou um edital para concurso onde a vaga de RP era para esta região, outro exemplo que podemos citar é a página Relações Públicas Manaus que desde 2011 tem disseminado a profissão. Considero como ponto positivo para as regiões, já é um grande passo para um mercado com pouca presença de sedes empresariais.

Acredito que a maior dificuldade venha da oferta e credibilidade do curso nas universidades e o fomento de informações sobre a profissão nestas regiões, pois é informação junto a prática que geram reconhecimento e visibilidade.

VRP: Os futuros profissionais de Relações Públicas estão preparados para se adaptar as novas tecnologias e utiliza-las a seu favor? Onde as redes sociais se encaixam na estratégia de um plano de “RP”?

Os futuros e atuais profissionais de Relações Públicas já estão adaptados as novas tecnologias, isso o fato, cabe somente a cada um de nós praticar a busca pelo aperfeiçoamento de conhecimento para melhor utilizá-las já que suas mutações são quase que diárias, constantes.
Podemos perceber que a simples ação praticada por muitos intitulados “Analistas de Mídias Sociais” de fazer a gestão de perfis empresariais, já é uma estratégia vinda das Relações Públicas caracterizada com a gestão de identidade.

VRP: Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrado na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

Relações Públicas é a melhor opção para aumentar as conexões e fazer o mercado crescer.

VRP: As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

Grande contribuinte para o destaque da profissão, ressalto um ponto que sempre foi um dos principais das Relações Públicas na minha visão, a Reputação, é nítido que com a ajuda dos instrumentos e viabilidades através das Relações Públicas o cenário brasileiro enxergou que é importantíssimo avaliar a sua reputação ao longo do tempo tanto no âmbito público quanto privado.

VRP: Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

Como disse anteriormente, me descobri na profissão ainda cursando Propaganda e Marketing, acolhi minha missão de gerar conteúdos que fossem capazes de engajar pessoas e organizações e foi aí que iniciei minha jornada profissional no grande mundo de RP.

Sempre trabalhando com conteúdo e estratégias que fortalecessem a imagem dos clientes nas empresas que trabalhei, já atuei em entrevistas e coletivas de imprensa para o Cruzeiro Esporte Clube nos jogos com mando de casa em Uberlândia. Fui responsável pela comunicação interna de uma empresa de TI que era representante Microsoft, Trend Micro e Aker na cidade, fazendo a promoção das duas marcas através de eventos e também no cenário online e off-line. Atuei em uma agência de publicidade atendendo a conta do Carrefour, onde era a responsável por toda a parte de mídia off-line, como também pela realização de eventos patrocinados pelo hipermercado da cidade.

Fiz assessoria de imprensa do Deputado Federal João Bittar no ano de 2012, gerando conteúdos para fomento online e offline. A experiência ainda se estendeu na prática de gestão de conteúdo e imagem para a Revista Perfil Médico direcionada a classe médica da cidade, onde era responsável pela produção e captação de conteúdos para o veículo.

Atuo hoje em uma empresa exclusiva de marketing digital produzindo conteúdo para empresas de Uberlândia e também da região sul, e como exemplo, o maior distribuidor atacadista do país, entre outros clientes. Também desenvolvo trabalhos na figura de Relações Públicas “Mariana Bremgartner RP” com Jobs em Gestão de Conteúdo, Relações Públicas Digitais, Planejamento e Assessoria de Comunicação, e Assessoria de Imprensa para meus próprios clientes.

VRP: Para você como universitário, a grade do curso da faculdade está satisfazendo o que era esperado por você? Por quê?

Confesso que senti na época de minha graduação a grade de disciplinas um pouco defasada durante o curso. Hoje, acredito que com a aprovação das novas diretrizes curriculares no curso de RP pelo MEC, os atuais alunos do curso sairão bem mais satisfeitos.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

O crescimento acelerado das novas formas de se comunicar principalmente na internet, como exemplo, as redes sociais, vejo a gestão de conteúdo uma das áreas mais crescentes das Relações Públicas como promissora, afinal é a capacidade de gerir e saber o que e com quem a empresa vai conversar que de forma positiva aumenta e melhora a reputação da empresa.

VRP: Como o Relações Públicas, usando as próprias estratégias de “RP” pode fazer com que a profissão ganhe maior reconhecimento nacional?

Precisamos cuidar da nossa própria identidade, precisamos melhor e aumentar ainda a mais a visibilidade de nossa imagem percebida pelo cliente. Como? A exemplo, utilizar das próprias redes sociais gratuitas para fomento de informações sobre a profissão, publicações, cases de sucesso, “dar a cara” ao mundo e mostrar quem somos na prática.

VRP: Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

A profissão é promissora, uma profissão do futuro próximo, neste caso “amanhã”. Vocês são hoje juntamente conosco, graduados e atuantes, os responsáveis pela caminhada da profissão rumo ao segundo século. Acreditem!

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

A preocupação com a imagem pelas pessoas e organizações serão ainda os grandes impulsionadores da nossa profissão no segundo centenário, afinal, todo mundo quer e precisa de uma boa reputação independente do cenário.

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