085 – RP escreve a sua história com Mariany Granato

rp-facebookHoje vamos conhecer a história de Mariany Granato, 25 anos, de Bauru/São Paulo. Formada em Comunicação Social – Relações Públicas pela Unesp Bauru e atualmente é Mestranda em Comunicação na mesma instituição. Em sua trajetória foi Diretora de Comunicação na Empresa Júnior de RP; Estagiária de Comunicação Interna na Tilibra; e Analista de Conteúdo Digital na Editora Alto Astral.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas? 

Escolhi estudar Relações Públicas porque vi no profissional o potencial de trabalhar a favor do bem social, criando pontes entre públicos e instituições públicas ou privadas. Além disso, o fator de estar diretamente relacionado à comunicação social e ter a capacidade de solucionar entraves construindo relações.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas? 

No Brasil a profissão é considerada recente e, se considerarmos o início dela junto com um dos períodos mais conservadores da nossa história, entenderemos a visão deturpada que muitos possuem da atividade de relações públicas. No entanto, este cenário tende a mudar constantemente a favor da construção da identidade profissional altamente qualificada para desenvolver planos de comunicação a favor dos públicos da empresa.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas? MaryGranato (1)

A minha grande inspiração é a Heloiza Matos, que trabalha com temas ligados diretamente ao meu atual objeto de estudo, da comunicação pública. E a Carol Terra me inspira muito por ter estudado na mesma faculdade que me formei e ser um nome fortíssimo no meio em que atua.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria? 

Acredito que a classe do profissional de relações públicas poderia ser mais unida e participativa a favor de ações condizentes com a nossa valorização profissional. Ainda temos muito a percorrer sobre este assunto, lembrando que tudo depende de como o próprio profissional se coloca no mercado.

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

Foram muitos feitos durante todos esses anos de profissão no Brasil, mas acredito que a contribuição está no amadurecimento científico da área para que as teorias pudessem ser aplicadas por profissionais qualificados. Desta forma passamos a nos diferenciar daqueles que não possuem a formação em relações públicas especificamente.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

A maioria dos profissionais da área estão concentradas no Sudeste justamente por termos o maior número de faculdades com o curso nesta região. Assim, a maioria dos formados acabam se estabelecendo nas cidades em que estudaram ou próximas a ela. A dificuldade reside exatamente na oferta escassa de empregos nas demais regiões brasileiras, que muito precisam de nossos serviços.

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

No interior de São Paulo existem diversas oportunidades para o profissional de relações públicas atuar, no entanto, na maioria das vezes, pensamos que as oportunidades estão concentradas em grandes centros como a cidade de São Paulo. Isso acarreta a desvalorização da sua própria atividade, pois há mercado a ser explorado e os profissionais da área acabam, muitas vezes, por desistir de atuar na área. Atualmente sou bolsista de Mestrado e vejo em Bauru e região grandes lacunas a serem trabalhadas dentro do meu objeto de pesquisa, por exemplo.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como iniciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

Assim que entrei na faculdade me envolvi com a Empresa Júnior de Relações Públicas como Diretora de Comunicação. Desenvolvi, junto a uma equipe brilhante, o novo plano de comunicação da empresa, desde identidade visual até digital. Este foi o pontapé inicial para que pudesse definir meus objetivos durante meus próximos quatro anos de Universidade. Fui bolsista do projeto de extensão chamado Revista Faac, publicação acadêmica eletrônica, como assistente de editoração e, no último ano de faculdade, fiz estágio de Comunicação Interna na Tilibra.

Terminada a faculdade, atuei como Analista de Conteúdo Digital na Editora Alto Astral, ainda em Bauru. Fiquei um ano na empresa, onde aprendi coisas maravilhosas, além de colocar em prática a visão crítica e analítica que a Unesp nos presenteia durante os anos de estudos. Durante este ano na Editora fui aluna especial do Mestrado em Comunicação pela Unesp e decidi que participaria do processo seletivo.

E deu certo, consegui entrar no mestrado e voltar meus estudos para a área de comunicação pública, minha grande inquietação, apesar de não ter me dedicado a este assunto durante a graduação. Alguns meses depois meu orientador fez a oferta de uma bolsa para pesquisar a comunicação pública voltada para a pessoa com deficiência. Como não poderia acumular funções na carteira de trabalho, optei por seguir o caminho dos estudos e análises sobre a qualidade da informação ofertada para a pessoa com deficiência baseada nos sites oficiais de governo de todas as unidades federativas brasileiras.

Assim volto a minha essência, ao porquê escolhi ser RP, com o olhar no mundo e no bem da sociedade.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Sinceramente, eu acredito no potencial de todas as áreas da profissão, tudo depende do empenho e dedicação do profissional. E, isto você só consegue a partir do amor à causa.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

Este é um projeto do CONFERP. Eu acredito na união das áreas de comunicação a favor do fortalecimento da comunicação no Brasil, mas, ainda não entendo a inclusão de profissionais de outras áreas, que não todas, no nosso mesmo registro, por que não realizar um único registro?

VRP: RP e empreendedorismo combinam? 

Com toda a certeza RP e empreendedorismo combinam. Estamos atentos ao que acontece a nossa volta e podemos criar soluções inovadoras para atender aos problemas.

VRP: Como vê o forte movimento de blogs/páginas/grupos sobre a temática relações púbblicas no país? Quais os benefícios podem surgi daí?

O movimento de discussão sobre a profissão é sempre bem vinda, isso faz com que se dissemine a nossa causa e fortaleça os laços entre os profissionais da área e com a sociedade.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro? 

Na minha opinião, o cenário brasileiro daqui pra frente irá requisitar, cada vez mais, os trabalhos dos profissionais de relações públicas. Estamos em evidência na mídia, nos congressos, nos estudos com resultados, assim, trabalhamos fortemente na divulgação da nossa profissão e o mundo responde.

VRP: Qual mensagem gostaria de deixar para os estudantes e recém formados?

Para você, que está se formando em relações públicas, nunca se esqueça de seus objetivos e metas de vida dentro da profissão. Saibam que aliar a satisfação pessoal com a profissional não é tão difícil quanto parece, mesmo que o caminho seja árduo, quando temos um objetivo traçado, tudo fica pequeno. Acreditem no potencial e no trabalho de vocês, vamos em frente!

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