090 – RP escreve a sua história com Evelyn Spada

rp-facebookEvelyn Spada é apaixonada pela profissão, natural de São Paulo, tem 24 anos, formada em Comunicação Social – Relações Públicas na Universidade Metodista de São Paulo e no momento faz pós-graduação em Assessoria de Comunicação e Mídias Sociais na Universidade Anhembi Morumbi. Trabalha há quatro anos com Assessoria de Imprensa.

VRP – Por que escolheu estudar Relações Públicas?

ES: Relações Públicas chamou minha atenção por abranger grande parte das vertentes da área de comunicação. Sou aficionada por criação de conteúdo e de layout, planejamento e estratégias, em RP pude encontrar tudo isso, ou melhor, pude me encontrar.

VRP – Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

ES: Aos poucos o mercado está crescendo e conquistando seu devido espaço. Já senti mudanças desde 2008, quando ingressei na faculdade. Com a força das redes sociais a profissão vem ganhando espaço e seu valor.

VRP – Qual ou quais as pessoas que te inspira a ser Relações Públicas?

ES: Vera Giangrande. O primeiro livro que tive contato foi “Na Trilha da Excelência”. Melhor maneira de conhecer a história das Relações Públicas e da função ombudsman no Brasil, uma verdadeira referência.IMG_7644

VRP – Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

ES: Estamos melhorando aos poucos, e assim vamos continuar. A oferta de mercado aumentou bastante. Agora até a teledramaturgia brasileira já está inserindo personagens com a profissão de RP nas novelas (nem sempre eles representam o que realmente é, mas é uma maneira de divulgação e das pessoas conhecerem a profissão).

VRP – Qual mensagem deixaria aqui para ser lembrada na comemoração de 200 anos das relações públicas no Brasil?

ES: Na comemoração de 200 anos, acredito que as empresas já estarão cientes dos profissionais de RP na gestão da reputação de marca e no planejamento da comunicação com os diferentes públicos. Além disso, verão que tudo isso influenciará até mesmo na sobrevivência da organização.

VRP – Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

ES: Não só os empregos se concentram na região Sudeste, mas como parte da economia do Brasil. É necessário desenvolver oportunidades de negócios e estimular o empreendedorismo nas variadas regiões.

VRP – As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil. O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período?

ES: A divulgação da profissão por meio da internet e das redes sociais. Os estudantes e as empresas possuem acesso direto as informações sobre cursos e profissionais de Relações Públicas.

VRP – Falando em história, conte mais sobre a sua história com a profissão. Por quê escolheu RP?

ES: Quando comecei a trabalhar antes de escolher a faculdade, atuei na área de Recursos Humanos de uma transportadora. Lá senti o que me motivava: lidar com diferentes públicos, adaptar a linguagem e os assuntos para cada um deles. Aí descobri o RP que estava dentro de mim. No último ano da faculdade entrei em uma agência de comunicação especializada em assessoria de imprensa e me apaixonei. Fazer com que o público do seu cliente leia, escute, comente sobre a sua marca é incrível. Junto à assessoria de imprensa me despertou a paixão pelas redes sociais. Acompanhei os avanços e a conquista digital no mercado. Hoje atuo como assessora de imprensa e faço pós-graduação em Assessoria de Comunicação e Mídias Sociais.

VRP – Quais os desafios de se trabalhar com relacionamento com a mídia em uma grande agência?

ES: Em todas as agências é preciso gostar do que faz e ir em frente. Não existe uma rotina a ser seguida. O profissional tem o desafio de elaborar conteúdo relevante e com credibilidade, e depois, oferecer o material para os veículos de comunicação em questão.

VRP – Qual a sua opinião de como está o mercado de Assessoria de Imprensa. Está havendo grandes mudanças, principalmente em relação à venda de pautas (follow up), devido ao cenário de crise que a área de imprensa vem enfrentando?

ES: O follow up nunca sai de moda. As redações estão mais enxutas e isso dificulta a venda de pautas. No entanto, é preciso estreitar o relacionamento com os veículos e mostrar que você está lá sempre para ajudar na elaboração de conteúdo.

VRP – Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

ES: Acredito que assessoria de imprensa e comunicação interna. São as áreas mais conhecidas e que empregam grande parte dos profissionais de Relações Públicas.

VRP – Como o Relações Públicas, usando as próprias estratégias de “RP” pode fazer com que a profissão ganhe maior reconhecimento?

ES: Prezando pela a boa imagem profissional e transparência na atuação.

VRP – Qual mensagem você diria para quem está iniciando no curso de Relações Públicas e para os recém formados na área?

ES: Estudem. Aproveitem cada curso, cada palestra, cada conversa com um profissional. Se atualizem, as empresas procuram por profissionais completos, e eu acredito que o Relações Públicas se encaixa perfeitamente nessa definição.

VRP – Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

ES: O RP será (já é, mas muita gente vai descobrir até lá!) o grande aliado à boa reputação e o crescimento das empresas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s