095 – RP escreve a sua história com Carolina Correia

rp-facebookCarolina Correia é formada pela Unesp Bauru em 2012, atuou profissionalmente na Market Development Assistant na SNTalent (BAURU), Assistente de Relações Públicas na Loyalty Assessoria Empresarial (BAURU), Analista de Comunicação na Oliveira e Olivi Advogados Associados (BAURU), Analista Comercial na Jogada Salgadinhos (atual). Na época da faculdade estagiou nas aéreas de Comunicação e Relações Públicas. Atuou como voluntária no Projeto Alegria, em 2013. O Projeto Alegria é uma sociedade civil, sem fins lucrativos. Tem como missão promover a alegria e a felicidade a partir do engajamento social.

Atualmente, fazemos visitas diárias no Hospital Estadual Dr. Arnaldo Prado Curvello, na cidade de Bauru – SP. De segunda a segunda, nossos voluntários visitam as alas e têm uma hora de permanência nas mesmas.

A nossa tarefa diária é a levar a nossa Alegria para transformar a internação hospitalar de crianças, adolescentes, adultos e idosos num momento mais alegre, leve e descontraído, a contribuir positivamente ao bem estar dos pacientes internados, acompanhantes e profissionais de saúde dos hospitais públicos.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas? 

Bom, eu sempre gostei da área da comunicação. O que me chamou a atenção para as relações públicas foi o fato de ser uma atividade muito relacionada com gestão.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas? 

Eu sou otimista. Relações Públicas é uma atividade nova na sociedade e toda atividade nova passa por adaptações e absorções por parte da sociedade. É possível ver bem nitidamente as relações públicas permeando em ações em empresas, no terceiro setor. A meu ver, a comunicação, de uma forma geral, está passando por mudanças, a era digital abriu novos horizontes para o campo da informação e isso, certamente, reflete muito positivamente na atividade do RP.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas? 

Puxa! São tantas! Vamos lá: Fábio França, Waldyr Gutierrez Fortes. Esses profissionais para mim são fundamentais, pois são como pilares da construção das relações públicas no Brasil. Tenho uma pessoa, em particular, que sempre me incentivou e, para mim, é um grande exemplo como acadêmica e como comunicóloga; a professora Maria Eugênia Porém (Magê), que leciona na UNESP de Bauru. Ela é o tipo de pessoa que norteia, que faz com que você se apaixone pela profissão!CarolinaVitoria

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Eu acredito que a profissão está ganhando força na atual sociedade e vem sendo valorizada sim.

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

É difícil indicar uma única maior contribuição, porque vários profissionais se dedicaram (e dedicam) para a promoção da profissão de RP, (mas acredito eu!) que profissionais como Vera Giangrande, que conseguiu quebrar paradigmas da profissão e foi pioneira nas funções que exerceu, contribuíram para expandir o horizonte das relações públicas no país.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

São Paulo e os estados do Sudeste meio que concentram quase tudo do país (risos), não seria por menos que a área da comunicação fosse da mesma forma. Eu creio que a expansão começa na área da educação e pesquisa; quanto mais cursos uma região tiver, mais pesquisa se desenvolve e mais ‘corpo’ a profissão cria.

Eu sou da opinião que ‘só é lembrado quem é visto’, então as empresas precisam enxergar a gama de funcionalidades que as relações públicas têm dentro de cada organização e nada melhor que a nossa própria formação para mostrar isso!

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

A minha cidade (Bauru) não chega a ser um polo industrial, mas a profissão é conhecida. Um índice mensurável é verificar quantas vagas para a área aparecem por mês na cidade e região. Ainda não há absorção de todo o grupo de profissionais que as universidades da região formam (temos duas faculdades com o curso de Relações Públicas no município), mas este cenário está mudando em um ritmo lendo, mas constante.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como iniciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

Eu vim de um sonho realizado que foi criar um setor de comunicação em uma empresa de médio porte.

Sempre fui fã de Relações Públicas, Fui descobrindo a profissão aos poucos, começando pelo o que não gostaria de fazer. Trabalhei com mídia impressa, em casa de shows, em escola, no setor industrial e no setor de serviços. Quando saí da faculdade, me deram a oportunidade de começar um trabalho de comunicação em uma empresa de médio porte. Aí juntei a fome com a vontade de comer!

Trabalhei na área de comunicação interna, institucional e externa. Me tornei responsável pelo setor de comunicação e, dentre minhas ações, desenvolvemos o projeto de memória institucional, projetos para melhoria do clima organizacional e fortalecimento das bases internas da organização, além disso, recentemente ‘startamos’ dois projetos específicos de gestão de marca e inteligência do mercado.

Hoje voltei para a indústria para apoiar o setor comercial. Para mim tem sido um grande desafio, pois concilio vários interesses (dos vários stakeholders!). Acabo contribuindo bastante no que diz respeito às diretrizes estratégicas da empresa (porque claro, faço parte da área comercial!) e isso me anima muito.

Mas sou ‘peixe pequeno’ ainda! A cada dia eu aprendo mais sobre a profissão.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Sou obrigada a dizer que é a área da comunicação interna, pois essa é a minha área favorita! Acredito que as áreas digital e institucional estão ganhando cada vez mais espaço. Particularmente acredito que a profissão como um todo está ganhando espaço.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas sei que todo este debate sobre a questão não vem de hoje e que ele tem – e esta sendo – produtivo no sentido de fazer eu, você e toda a macroárea da comunicação amadurecer o tema.

Eu sou da opinião de que toda essa área da comunicação (RP, MKT, PP, Jornalismo) está toda meio que conturbada e em constante transformação (em virtude das mudanças na sociedade, no mundo e na própria troca das informações).

De uma eu sei; assim como o Pedro Prochno disse aqui, as relações públicas são muito mais do que uma nomenclatura, saber fazer RP é uma mentalidade, uma estratégia de ação, uma profissão delineada por uma linha de raciocínio próprio.

VRP: RP e empreendedorismo combinam?

Nossa, e como! Na verdade essa é uma das minhas maiores motivações! O SEBRAE é a prova viva de que essa é uma combinação certeira!

VRP: Como vê o forte movimento de blogs/páginas/grupos sobre a temática relações públicas no país? Quais os benefícios podem surgi daí?

Eu acho de uma contribuição fundamental. O próprio fato de ter profissionais, estudantes, acadêmicos e a própria sociedade lendo e discutindo sobre a profissão faz com que as relações públicas seja difundida e que forme ‘corpo’ na sociedade.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro? 

Nossa! Eu vejo com muito bons olhos! Acredito que com o passar dos anos essa profissão vai se tornar mais estratégica e essencial para todos os setores da economia. Quero estar viva para ver e participar disso!

VRP: Qual mensagem gostaria de deixar para os estudantes e recém formados?

Você tem que QUESTIONAR. Os questionamentos que fiz antes, durante e após a graduação me fizeram enxergar onde eu quero estar dentro das relações públicas e como uma Relações Púbicas. As perguntas me fizeram chegar a soluções e a respostas que me fizeram seguir adiante como profissional, em projetos, no TCC e no próprio conhecimento da profissão. É bem clichê, mas é verdade: “o que move o mundo não são as respostas, são as perguntas”.

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