098 – RP escreve a sua história com Marcela Barbin

rp-facebookSou formada pela UNESP Bauru e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Eventos, além de ter realizado especializações em Assessoria de Imprensa, eventos e cerimonial. Faço parte da Conceito Comunicação desde que me formei e dentro da equipe, desenvolvo ações para os mais variados perfis e setores.

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas? 

Quase que por um acaso. Tinha essa vontade de trabalhar com comunicação, mas sabia que não queria nem jornalismo e nem publicidade. Aí, pesquisando, descobri as relações públicas. Identifiquei que a área permitia uma formação mais ampla na área.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas? 

Desafiador. O mercado brasileiro como um todo está assim. Vivemos ainda a desmistificação da profissão. No interior, principalmente, não é incomum pessoas confundirem profissionais de RP com jornalistas, ou promoter ou até hostess. No fim, tudo é comunicação! E trabalhá-la de forma integrada é a grande arma que temos para disseminar as relações públicas, que podem ser uma ferramenta estratégica para as empresas nesse momento de incerteza econômica.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram a ser Relações Públicas? MarcelaBarbin

São tantas. Aprendi na prática Relações Públicas com a minha diretora, Sonia Maggiotto, que é formada na USP e veio para Ribeirão Preto no início da década de 90, quando fundou a Conceito Comunicação, onde trabalho. Não posso deixar de citar alguns queridos professores que tive a sorte de assistir e aprender como Ethel Pereira, Flávio Schmidt e as histórias da Vera Giangrande.

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria? 

A valorização de uma profissão engloba muitos quesitos. E a resposta do mercado a nós profissionais é exatamente aquilo que entregamos a ele. Se dermos metade de nós mesmos, recebemos metade do que poderíamos… Lei da física: ação e reação. Valorização está intrinsecamente ligada à realização profissional. Acredito que quando um trabalho é desenvolvido com esmero e comprometimento, a valorização vem como consequência. Arregaçar as mangas e trabalhar com qualidade é o segredo.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Essa é uma questão geopolítica e envolve uma discussão de políticas públicas, de desenvolvimento nacional e expansão de mercado…

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

Em movimento. O interior tem reconhecido a grande importância da comunicação executada estrategicamente dentro das organizações. Com isso, novas oportunidades estão surgindo.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como iniciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

O início é como todo início. Quase que por um acaso. Por incrível que pareça, o meu atual emprego foi o único currículo que mandei depois de formada. Antes da colação de grau, participei de alguns processos de trainee, mas entrevista e envio de curriculo, foi apenas para a Conceito Comunicação. Sabe aquele sentimento “tinha que ser aqui?”. Exatamente assim. Fiz uma entrevista. Gostei do lugar, das pessoas. Uma semana depois já estava trabalhando… e aqui estou! São muitos os projetos desenvolvidos ao longo desses cinco anos. Difícil escolher um.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

Entendo que Relações Públicas tem sua grande importância na visão estratégica, por isso acredito no planejamento e na atuação estratégica das Relações Públicas nas novas mídias, que além de técnica, requer uma análise mais profunda da comunicação.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

Ainda não tenho uma opinião formada… estou lendo e refletindo muito.

VRP: RP e empreendedorismo combinam? 

Relações Públicas é empreendedorismo diário.

VRP: Como vê o forte movimento de blogs/páginas/grupos sobre a temática relações públicas no país? Quais os benefícios podem surgir daí?

Quando o trabalho é sério, só tem a contribuir.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro? 

Se reinventando diariamente. A área de comunicação está em constante movimento. Precisa contar com um olhar muito maior para as mudanças tecnológicas e sociais. O modo como o mundo se relaciona está mudando e com isso, precisamos mudar como as Relações Públicas se relacionam com seus públicos. Precisamos entender como a informação se constrói e como cada pessoa recebe e acessa essa informação. Os últimos 20 anos sofreram mudanças muito mais significativas no modo como a comunicação acontece do que os 80 anos anteriores. A internet muda nosso modo de trabalhar diariamente e esse é um caminho sem volta. Nos próximos 200 anos, precisaremos estar mais atentos, mais abertos e muito mais rápidos à mudança.

VRP: Qual mensagem gostaria de deixar para os estudantes e recém-formados? 

Não tenham medo de começar. Não tenham medo de insistir. Relações Públicas se aprende na prática do dia a dia. Eu ainda me surpreendo com situações inéditas após estes cinco anos de mercado e no fim do dia, quando tudo dá certo, o sentimento de valeu a pena é a melhor parte!

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