100 – RP escreve a sua história com Marcello Chamusca

rp-facebookMarcello Chamusca, 45 anos, natural de Salvador/Bahia, relações-públicas, professor universitário e consultor empresarial.

Doutorando (bolsista da FAPESB) e mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social (UCSAL); pós-graduado em Educação Superior e Novas Tecnologias; pós-graduado em Gestão Estratégica em Relações Públicas, graduado em Comunicação Social/Habilitação em Relações Públicas; pesquisador da área de cibercultura vinculado ao CNPq, desde 2006.

Professor convidado do MBA em Mídias Sociais e Comunicação Digital (MBAGEMS) e da Especialização Gestão Estratégica em Relações Públicas (EGERP) da Faculdade Batista Brasileira (FBB) e de outros onze cursos de pós-graduação no Brasil e no exterior, incluindo o MBA e Pós-MBA em Marketing Digital da FGV (SP, MG, SC e ES) e o mestrado em Relações Públicas e Protocolo da Vision Educacional (Paraguai e Chile).

Atualmente é presidente do capítulo brasileiro da Associação Latino-americana de Relações Públicas (ALARP-Brasil) – instituição que presidiu internacionalmente nos anos de 2013 e 2014; membro permanente do Conselho de Relações Públicas do Centro Interamericano de Comunicação (CIC); presidente e fundador do Instituto Brasileiro de Relações Públicas (IBRARP), membro associado da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) e da Associação Brasileira de Pesquisadores da Comunicação Organizacional e Relações Públicas (ABRAPCORP). Também compõe o comitê internacional da Cúpula Latino-Americana de Comunicadores, desde 2006.

Conferencista internacional com mais de 100 conferências e palestras realizadas em 9 países da Europa, América Latina e Caribe.

É diretor geral do Portal RP-Bahia; editor do Guia de Relações Públicas na Internet, da revista digital RP em Revista, do boletim Orgulho de Ser RP e do jornal digital Plantão RP-Online, além de colunista do Portal Nós da Comunicação e da Revista PQN. Blogueiro mantenedor dos blogs CORP-Online, Ciberpúblicos, Observatório da Comunicação Urbana e Empreendedorismo On-line.Marcello-Agradecimento

Atua como CEO da VNI Comunicação Estratégica e Digital e como consultor de Comunicação Social e Relações Públicas, com trabalhos realizados/em andamento na Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (SETUR-BA), Odebrecht S/A, Coelba/Neoenergia, Global S/A, Instituto Procardíaco, Apae Salvador, dentre outras.

É organizador dos livros Relações Públicas e Comunicação no Contexto Contemporâneo – Volume I e II e dos e-books Comunicação e Marketing Digitais (2011), Relações Públicas Digitais (2010), Relações Públicas Digitais 2.0 (2011); autor dos livros Relações Públicas do Brasil (2007) e Processos Infocomunicacionais e Dinâmicas Territoriais na Cidade Contemporânea (2011); autor de cerca de 90 artigos publicados em livros e periódicos científicos da área de comunicação e educação, além de diversos artigos apresentados/publicados em anais de eventos nacionais e internacionais, no Brasil e no exterior.

Vencedor do Prêmio Iniciacom 2005 na categoria Comunicação Institucional e Relações Públicas. Recebeu a distinção Mérito Acadêmico, da Asociación Latinoamericana de Relaciones Públicas (ALARP-Argentina), em 2009; Mérito Profissional, do Instituto Superior de Relaciones Públicas y Cerimonial de La Plata, em 2010. Também recebeu, da mesma instituição, pelo Portal RP-Bahia, portal que dirige desde 2003, o prêmio de “Melhor Portal de Relações Públicas do Brasil”, em 2010, e o XLASC AWARDS, em 2013. Foi por cinco vezes professor de comunicação homenageado da turma, em duas instituições distintas (UNIFACS e Faculdade Isaac Newton) e Paraninfo da Turma de ADM de 2011/2 do Instituto Federal da Bahia – IFBA.

Foi Coordenador do MBA em Mídias Sociais (2012-2013) e do curso de Especialização em Gestão Estratégica em Relações Públicas (2009-2013) da Faculdade Batista Brasileira – FBB, professor convidado do curso de Relações Públicas da Universidade do Estado da Bahia – UNEB (2012), professor substituto do curso de Administração de Empresas no Instituto Federal da Bahia – IFBA (2009/2011), coordenador dos cursos de Relações Públicas (2007/2009) e Publicidade e Propaganda (2009) da Faculdade Isaac Newton; professor da Universidade Salvador – UNIFACS (2007/2009); coordenador geral da campanha nacional de valorização da profissão de relações públicas (2006/2007) e membro das comissões organizadora e científica da Cúpula Iberoamericana de Comunicadores (2006/2007).

VRP: Por que escolheu estudar Relações Públicas?

Não escolhi. Fiz vestibular para direito e coloquei Relações Públicas como segunda opção no formulário de inscrição no vestibular – sem prestar muita atenção para o que estava fazendo. Perdi na primeira chamada para direito e fui chamado para Relações Públicas. No meio do semestre fui chamado para Direito, mas a essa altura já tinha sido “fisgado” pelas Relações Públicas e não quis mais sair do curso. Hoje percebo que fiz a melhor escolha da minha vida, pois escolhi o que entendo como a melhor carreira universitária do mundo: Relações Públicas.

VRP: Como enxerga o cenário brasileiro das relações públicas?

Aberto e em crescimento. Amplo e desafiador. Excelente para o empreendedor e péssimo para o acomodado.

VRP: Qual ou quais as pessoas que te inspiram em Relações Públicas?

Roberto Porto Simões, Margarida Kunsch, Fábio França, Luiz Alberto de Farias, Rudimar Baldissera, Maria Aparecida Ferrari, Sidineia Freitas, Severino Alves de Lucena, Esnel Fagundes e Cleuza Cesca (entre os autores e pesquisadores consagrados); Eliezer Cruz e Carolina Terra (entre os contemporâneos), Ana Clarissa Cavalcante (RP Manaus), Taís Oliveira, Diego Galofero (VersatilRP) e Marcio Oliveira (Senac-RS) (entre os jovens profissionais).

VRP: Comemoramos em 2014 os 100 anos das Relações Públicas no Brasil, para você, a profissão é valorizada como deveria?

Levando em conta a importância da profissão no contexto contemporâneo, acredito que não. Hoje já existe um nível alto de reconhecimento de mercado, sobretudo, no âmbito das médias e grandes empresas, mas nos falta legitimidade social e reconhecimento no conjunto da sociedade.

VRP: O que você vê como a maior contribuição da profissão para o país, durante todo este período de cem anos?

Qualificar os relacionamentos das organizações com os seus públicos estratégicos, permitindo o avanço nos seus discursos e aprimoramento da sua imagem e reputação frente a opinião pública.

VRP: Sabemos que o eixo Sudeste ainda concentra a maioria dos profissionais de área, bem como a maioria das vagas de trabalho oferecidas. Qual seria a maior dificuldade, em sua opinião, para a expansão nacional da área e das oportunidades de emprego?

Acredito que tenhamos hoje em vários estados do Brasil um ambiente bastante aberto e com grandes oportunidades. Tenho visto profissionais do Sul e do Sudeste recorrentemente virem ao Nordeste para realizar trabalhos na área, contratados por empresas locais, aproveitando o mar de oportunidades que temos aqui na nossa região.

Na minha opinião, para o bom profissional sempre terá trabalho. Observe que estou falando de trabalho e não de emprego. Emprego está difícil. Mas não somente para RP, para qualquer profissão, mesmo as socialmente mais legítimas. Agora, trabalho tem cada vez mais…

VRP: Como está o mercado de Relações Públicas em seu estado/cidade?

Particularmente não tenho do que reclamar. Se tivesse 20 horas a mais no dia não daria conta do volume de trabalho que tenho atualmente. E mesmo com o coração apertado (porque não gosto de negar trabalho) tenho precisado selecionar propostas de trabalho nos últimos tempos.
Uma coisa que preciso chamar atenção – visto que a pergunta relaciona a atuação profissional ao local onde ele vive – é de que no contexto atual do mundo, não precisamos nos ater ao mercado local. Ou seja, não precisamos trabalhar necessariamente em, ou para, empresas da nossa cidade ou estado. Atualmente presto serviços para várias instituições em vários estados do Brasil e até em outros países, como Paraguai e Chile.

O desenvolvimento da nossa carreira está 100% vinculado à nossa postura. Se pensa pequeno, a sua atuação é pequena. Se pensa grande, sua atuação tende a acompanhar a grandeza do seu pensamento.

VRP: Conte mais sobre a sua história com a profissão. Como iniciou sua atuação? O que tem feito? Qual seu projeto de maior orgulho na área?

Desde que era estudante de graduação já comecei a trabalhar na área de Comunicação Digital. No 7º semestre abri a minha empresa, para prestar assessoria/consultoria para diversas organizações.

No primeiro semestre tive a ideia de construir um site sobre a área e esse site se tornou o Portal RP-Bahia, que veio posteriormente a ganhar dois prêmios internacionais e por cerca de 5 anos foi o portal da área mais visitado da América Latina.

Tive o prazer e a honra de coordenar a campanha nacional de valorização da profissão de Relações Públicas, nos anos de 2006 e 2007, que (sem falsa modéstia) entendo como um dos mais importantes projetos da área em 100 anos de história da profissão no Brasil. A campanha agregou instituições, estudantes e profissionais de todo o país e realizou, dentro da sua agenda de intervenção na realidade, importantes ações que marcaram para sempre a história da profissão no Brasil e contribuiu para uma postura mais proativa da categoria, sobretudo, dos estudantes e jovens profissionais que levantaram a cabeça e passaram a ver a sua profissão sob uma perspectiva mais positiva.

VRP: Qual é a área de atuação das Relações Públicas que você vê como mais promissora em curto prazo? Por quê?

A vertente digital da área. Acredito vai chegar o momento em que falar em digital não será mais possível, visto que o mundo está cada vez mais híbrido e os processos já imbricam naturalmente cada vez mais o on e o off-line. Mas até isso acontecer, a demanda por projetos e ações de natureza on-line e mais do que isso o pensar estratégico da comunicação e dos relacionamentos para essa ambiência é algo imprescindível.

VRP: Agora, brincando de adivinhar o futuro, como você acredita que estará o panorama das Relações Públicas no seu segundo centenário brasileiro?

Tudo vai depender das decisões que vamos tomar nos próximos anos. Se abrirmos a profissão e permitirmos a livre circulação das práticas de Relações Públicas e o “termo” Relações Públicas que hoje não surge mesmo quando as empresas estão atuando na área, tudo será muito melhor.
Hoje, para evitar fiscalização do conselho, o termo Relações Públicas é omitido. No dia em que o termo Relações Públicas possa ser utilizado sem medo e sem moderação, como hoje se utiliza os termos Marketing Publicidade e Propaganda, certamente o nosso futuro será muito promissor.

Temos tudo para termos a profissão mais reconhecida socialmente no mundo, por conta da nossa imprescindibilidade para o contexto contemporâneo, mas precisamos nos livrar das amarras do passado e avançar fortes para o futuro. E isso só será possível no dia que Relações Públicas possam ser amplamente difundidas.

VRP: Qual sua opinião sobre o projeto de flexibilização da profissão?

Entendo que precisamos de uma abertura ampla e irrestrita. Flexibilizar é muito pouco para a nossa realidade brasileira. Se queremos o avanço da nossa profissão (do ponto de vista de mercado, pois academicamente somos um dos países mais avançados do mundo) precisamos desregulamenta-la e extinguirmos de uma vez o Sistema Conferp. Não há como avançarmos mais com essa camisa de força chamada CONFERP e CONRERPs. Não se trata de modelo de gestão, pois já tivemos (e temos atualmente) pessoas e profissionais da melhor qualidade a frente da entidade que nunca conseguiram mudar nada e nunca vão conseguir. Isso porque o sistema é cartorial, uma camisa de força que amarra e nos impede de avançar. Trata-se de uma instância de fiscalização para uma profissão infiscalizável. O Sistema Conferp é o responsável por uma anomalia que só existe no Brasil: chamam-se as atividades de Relações Públicas de mais de 100 nomenclaturas diferentes, menos de Relações Públicas. E se você pensou que isso acontece por desconhecimento… pensou errado! Isso acontece para eliminar a ação do sistema. Resumindo: flexibilizar não vai resolver. Precisamos desregulamentar e extinguir essa câncer chamado Sistema CONFERP de uma vez da nossa história se quisermos alcançar um status de legitimidade compatível com o que somos de fato: a melhor carreira universitária do mundo!

VRP: RP e empreendedorismo combinam?

Eu diria que qualquer profissão combina com empreendedorismo. Mas, no caso das Relações Públicas Brasileiras, por conta da falta de disseminação do termo ‘Relações Públicas’ na sociedade, que gera falta de reconhecimento social e a falta de vagas, cargos e empregos com o nome de “Relações Públicas”, o empreendedorismo é imprescindível. Pois boa parte das ações e projetos que são batizados como de Relações Públicas são os empreendidos pelos próprios relações-públicas.

VRP: Qual mensagem deixa para os estudantes e recém-formados em Relações Públicas?

As decisões que mais transformam as nossas vidas são as mais difíceis de serem tomadas. Nunca deixem que a dificuldade lhe impeça de fazer o que tem que ser feito para a obtenção do melhor resultado. Nem sempre conseguimos fazer o melhor, mas, como diria Luther King, devemos sempre lutar para que o melhor seja feito.

Aproveite o fato de ter escolhido a melhor carreira universitária do planeta e não deixe que coisas pequenas lhe atrapalhem na sua trajetória profissional. Se o emprego que sonhou não veio até você, então vá atrás dele. Se não encontra-lo, crie-o. Faça acontecer.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s