O mobile vai – e quer – te pegar!

Os Social Medias de plantão piraram na divulgação de um dos relatórios mais completos sobre a atividade digital da história deste país, ou melhor, do mundo! O “Digital, Social & Mobile in 2015”, relatório divulgado no último dia 21, pelo We Are Social Singapure, traz um relato atualizado da análise feita em 30 países, em todo o mundo, incluindo os quatro países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Fonte: Brainstorm9.

Fonte: Brainstorm9.

Antes de qualquer coisa, é importante que o leitor frise bem a palavra mobile. Sabe por quê? – Além de ser o fator que mais apareceu em relevância no relatório, também porque o que se apresentava em meados de 2009/2010 como tendência, já é uma realidade incontestável para todos os países pesquisados. Uns mais, outros menos é verdade, mas ele está lá, crescendo e aparecendo em todos os continentes relacionados. E não estamos falando apenas de usuários mobile, mas sim de todos os tipos de assinaturas móveis.

Quando me referi ao uso mobile crescente, mas ainda inconstante, vale a pena ressaltar um dado referenciado na pesquisa: apenas na Arábia Saudita o uso mobile se equipara ao tráfico pelas fontes tradicionais (laptops e desktops). Os demais países analisados, incluindo os EUA, ainda tem o maior tráfego web gerado pelas fontes tradicionais. A América do Sul, por sua vez, bate gigantes como Europa e África, no uso da conexão mobile, ocupando o segundo lugar do ranking, mas perde em relação à forma de uso, já que a Europa é uma das campeões em acesso 3G/4G e vai continuar mantendo a posição na disposição 5G.

Fonte: Vinicius Chise

Fonte: Vinicius Chise

Falando de Brasil, o uso do Mobile concentra 276 milhões de conexões, 38% de atividade de redes sociais, o que representa um aumento de 15%, desde junho/2014. 54% da população brasileira atualmente são ativos no cenário digital e deste número, 39% da população navega atualmente, via dispositivos móveis. Nota-se o crescimento de 20% deste tipo de dispositivo. Os brasileiros usam

o mobile respectivamente para acessar redes sociais e assistir a vídeos (23%), usar aplicativos de localização e banking line (18%) e por fim, jogam (17%).

O e-commerce mobile também é uma realidade que o brasileiro vem se acostumando. O relatório apontou que 37% da população ativa conectada, usa este tipo de plataforma, 22% o usam a fim de pesquisar e 15% realizaram compras no último mês. Esse é um dado que comprova a relevância desse tipo de comércio no Brasil, mas que ainda enfrenta certos obstáculos, como a desconfiança e a qualidade da rede (seja Wi-Fi ou 3G/4G) para a efetivação das compras via mobile. Especialistas do assunto ainda terão um trabalho penoso até sanar essas lacunas do mercado brasileiro.

Tirando todas as vezes que você ouvir falar em mobile nesse texto, também há espaço para ressaltar outras informações importantes a cerca do comportamento do usuário brasileiro, por exemplo: 77% dos usuários mobile (opa, me desculpa, mas isso é de fato relevante) são provenientes de planos pré-pagos, o que sugestiona um traço de comportamento do brasileiro muito relevante: não quer firmar uma dívida, honrada todo mês com o plano pós-pago, mas vai disponibilizando de créditos, conforme a sua necessidade e por isso faz uso do plano pré.

Fonte: Ibis World

Fonte: Ibis World

47% dos brasileiros conectados possuem contas de redes sociais ativas e que despendem 3h47min/dia em sua ativação/visualização. Aliás, o brasileiro curte gastar um tempo navegando: 5h16min/dia no PC, 3h47min no dispositivo móvel e pasmem, esses mesmos usuários ainda arranjam tempo para fica 2h49min/dia em frente a TV. Esse último dado já seria suficiente para comprovar a tendência que em 2015, a televisão ganhará mais olhares do público conectado? – Acredito que ainda é muito cedo, para maiores conclusões.

E para fechar o texto, um dado extremamente relevante e que é uma novidade (SQN), que você precisa ir dormir, sabendo: o Facebook é o “top top”global de redes sociais e/ou aplicativos mais usados pelos usuários. No Brasil isso não é diferente, mas a rede social é seguida de pertinho pelo WhatsApp e Messenger. A parte negativa do ranking por aqui, fica pelo “desuso” do Twitter, Instagram e LinkedIn, ainda poucos explorados, mas com crescimento confiável.

Esse foi apenas um “resumão” dos detalhes que mais me chamaram a atenção no relatório, mas clicando no link abaixo, você pode olhar mais sobre as estatísticas globais, bem como se aprofundar nos dados de cada um dos 30 países analisados. Bons estudos!

 

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