Compreendendo o perfil dos públicos

Fonte LSMGuide

Um dos passos essenciais para que uma organização tenha sucesso, independente do setor onde atua, é compreender o perfil dos públicos com os quais terá contato para o bom andamento do negócio. Teobaldo de Andrade costumava dizer que o público é a matéria prima da nossa atividade. Daí, entender a importância de identificar os públicos é essencial para conseguir avaliar as questões que envolvem a empresa e o relacionamento com estes.

Enquanto Relações Públicas, devemos buscar referências teóricas da área para que possamos planejar e analisar nossas ações de comunicação de forma cada vez mais assertiva. Embasando-se nessa linha de pensamento, não tem como falar sobre públicos sem trazer a tona teorias e citações do autor Fábio França, que contribuiu e ainda contribui muito para a nossa área, tendo publicado um importante livro sobre como identificar públicos de uma organização.

(Confira a entrevista que fizemos com Fábio França na série RP escreve sua história clicando aqui)

Segundo França (2008), “[…] público é um grupo de pessoas com interesses comuns que se vê diante de uma controvérsia e procura resolvê-la por meio do debate.” Também existem algumas definições de outros estudiosos da área que diferenciam os conceitos de stakeholder e público, como Todd Hunt e James Grunig. A ideia da teoria desenvolvida por eles afirma que os stakeholders atuam como em uma via de mão dupla, ou seja, são impactados pelas decisões de uma empresa, bem como suas ações podem vir a interferir na mesma.

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O público pode ser classificado, de maneira genérica, em interno, aquele que é considerado funcionário e/ou colaborador da organização, externo, que não apresenta nenhuma associação socioeconômica e jurídica com a empresa, mas que interage de forma mercadológica como cliente, e misto, que representa vínculos sociais, econômicos e jurídicos com qualquer instituição, mas que não vivem as rotinas empresariais. Conforme França (2008), este último pode ser composto por familiares dos empregados, fornecedores, acionistas, concessionários e/ou revendedores.

O autor ainda apresenta uma conceituação lógica dos públicos. Segundo ele, estes podem ser classificados como públicos essenciais, sendo eles constitutivos, relacionados às questões financeiras e legais para que a instituição se desenvolva e amplie sua participação no mercado, ou não-constitutivos, públicos ligados apenas a permanência da organização no mercado, não essenciais, que podem ser sindicados ou a comunidade que fica envolta da empresa, e redes de interferência, concorrência e mídia em geral.

Vale ressaltar que, para a melhor visualização geral dos públicos, você pode utilizar duas ferramentas: a Tabela dos Públicos e o Relógio dos Públicos, que tem como função reunir todos os públicos que circundam uma empresa. Então se pretende empreender ou realizar um planejamento estratégico de comunicação para a organização onde atua, saiba que a definição do públicos com os quais você vai interagir será um dos fatores que definirão o sucesso das suas ações.

Referências

FRANÇA, Fábio. Públicos: como identificá-los em uma nova visão estratégica. 2.ed. São Caetano do Sul: Yendis, 2008.

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2 pensamentos sobre “Compreendendo o perfil dos públicos

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