#02 – Planejamento estratégico para leigos

capa02#02 Conceito e níveis do planejamento

Opa! E aí, como vai? Para relembrar, essa é a nossa série sobre planejamento estratégico em relações públicas para leigos, esse é o segundo post e o primeiro está aqui. Bom, mas para começo de conversa é preciso definir o termo planejamento estratégico.

O planejamento em si pode e deve ser aplicado em todas as áreas de trabalho. Por exemplo planejamento social, planejamento urbano, planejamento financeiro, planejamento hospitalar, planejamento escolar e assim por diante. Ou ainda mais próximo do cotidiano, digamos que em um certo dia você precisa levar as crianças na escola, trabalhar, pagar as contas no banco, comprar ingredientes para o jantar, passar no shopping, encontrar as amigas. ler um artigo acadêmico para a aula da pós e fazer o exercício da aula de inglês. Você vai precisar alocar todas essas necessidades dentro do seu dia, verificar os melhores horários para cada tarefa, enumerar por prioridades, se possível precisará delegar algumas delas para outras pessoas ou cancelar algumas, adiar outras. Definir esses detalhes é planejar o seu dia.

De maneira simplória o planejamento é uma maneira organizada de pesquisar, conhecer, se aprofundar sobre uma determinada organização ou pessoa. Como afirma Juan Diaz Bordenave e Horacio Martins de Carvalho no livro Comunicação e Planejamento: O planejamento é um processo, um conjunto de fases (subprocessos, processos) pelas quais se realiza uma operação. Sendo um conjunto de fases, um processo, a sua realização não é aleatória. O processo é sistematizado, obedece a relações precisas de interdependência que o caracterizam como um sistema, como um conjunto de partes (fases, processos) coordenadas entre si, de maneira a formarem um todo, um conjunto coerente e harmônico visando alcançar um objetivo final (produto, resultado) determinado. (página 89)

O planejamento deve ser uma ação consciente de organização de ideias e ações alinhadas aos objetivos, sua função é direcionar o caminho a ser seguido, definir o como, onde, por que, quem e por quanto tempo e assim evitar o improviso (ou estar preparado para improvisar) na vida da organização.

Para Margarida Kunsh em Planejamento de Relações Publicas na Comunicação Integrada: é preciso considerá-lo [o planejamento], sobretudo, como um ato de inteligência, um modo de pensar sobre determinada situação ou realidade, enfim, como um processo racional-lógico, que pressupõe estudos, questionamentos, diagnósticos, tomadas de decisões, estabelecimentos de objetivos, estratégias, alocação de recursos, curso de ações etc. (página 203)

Definido o planejamento é importante ressaltar o termo “estratégico” que o acompanha. Para facilitar o entendimento do processo gosto de utilizar a estrutura dos níveis de planejamento também citado no livro da Professora Kunsch composta por: estratégico, tático e operacional.

  • Estratégico: é o nível responsável pelas decisões que envolvem todos os aspectos da organização. O pensamento é a longo prazo. A construção de cenários deve ser minuciosa, pois as escolhas do presente farão diferença no futuro.
  • Tático: é o nível responsável por decisões mais restritas. O pensamento é a curto prazo e diz respeito às ações imediatas. De acordo com os recursos disponíveis faz a integração entre a estratégia e a operação.
  • Operacional: é o nível responsável pela metodologia e pelas pequenas ações que juntas compõe a estratégia. É a principal fonte de resposta sobre a eficiência e manutenção do planejamento estratégico. Suas atividades são baseadas no dia a dia da organização.

Ok, muito bonito tudo isso, mas e na prática? Fica mais ou menos assim: digamos que uma organização de grande porte tem como objetivo estratégico estreitar o relacionamento com seu público interno (seus colaboradores).

Sua estratégia (ação tomada depois de todo processo de planejamento) é criar uma publicação interna com entrevistas com os colaboradores. A tática seria mapear todos os setores, líderes e funcionários, estudá-los previamente, definir cronograma, pautas e elaborar um roteiro de entrevistas. O operacional seria entrevistá-los de fato, fotografá-los, decupar entrevistas, revisar conteúdo, diagramar e imprimir. Ficou claro?

Em todos os níveis é preciso planejamento, definição de datas, ações, metas, responsáveis, porém cada nível dentro de um “espaço” do objetivo maior que, no caso, é estreitar o relacionamento com seu público interno (seus colaboradores).

Para finalizar esse primeiro post deixo uma animação com um porquinho muito fofo (juro que não tem nada a ver com o fato de eu ser palmeirense) sobre suas estratégias para conseguir o pote com biscoitos. Será que faltou planejamento?

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