Mídias sociais: a fantástica fábrica de mutação de opiniões.

Por Mariangela Sena

Ves-4Esse mês de Março está bombando em notícias, não que isso não seja frequente, mas a importância dada, e sem a classificação do que é realmente importante, mudou. Quanta coisa foi para o ar, e virou até pauta especial nos canais mais “poderosos” da TV. Quem não se lembra do vestido azul e preto ou branco e dourado? – Todo mundo, claro. Esse “mistério” deu o que falar, era WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter…enfim o famoso vestido estava liderando os rankings dos assuntos mais comentados nas redes. As mensagens mais lidas e recebidas – “E aí, que cor você está vendo esse vestido?” Agora sou eu que pergunto – E aí, qual é a cor do vestido pra você? Eu enxerguei das duas formas rsrsrs… acho que a minha visão é flexível, só pode.

Tudo foi respingo do Oscar, onde o discurso da atriz Patrícia Arquette explodiu geral pelo mundo. Ganhadora do prêmio de melhor atriz coadjuvante, em sua primeira aparição não perdeu a oportunidade e jogou a real: equiparação salarial para as mulheres! Ela deu o “start” para indagações, e a repercussão alcançou o mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher.

Para você entender melhor por que eu estou falando isso, é só prestar atenção no poder que a mulherada tem de chamar a atenção tanto para o lado político quanto para os assuntos que cutucaram até a curiosidade da ciência. Sim, estamos cada vez mais ocupando espaços, dividindo opiniões e comprando “briga” em casa, no trabalho, “na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê”.

Aproveitando, vamos olhar os últimos acontecimentos aqui no Brasil, a grande polêmica das manifestações. Numa sexta-feira, o suposto “fica Dilma”; já no domingo à tarde, clima de família, nem de manifestação foi chamada, era dito: a passeata na avenida Paulista, o diga não à corrupção, ou, na visão dos participantes, o “fora PT”. Esses dois atos movimentaram muito as redes sociais e todos os veículos de comunicação, tanto de forma negativa quanto positiva. O que podemos tirar de parâmetro nisso? Que há muita confusão de opiniões e informações. Eu percebo que o jovem de hoje não pesquisa nada, acreditando no “meme” que foi postado e pronto, daí uma opinião já é formada e a rua é caminho livre.

Por sinal, tudo que cai na rede ou não, uma hora será notado. O mais novo incômodo em pauta é o casal homossexual da novela das nove, Babilônia, na Rede Globo de Televisão. Interpretadas por Fernanda Montenegro e Nathália Timberg, duas atrizes consagradas, ambas de carreiras sólidas e bem reconhecidas, protagonizaram um beijo entre duas senhoras, essa cena chocou a família tradicional brasileira. Depois do choque, rapidamente o boicote foi lançado.

A questão não é o que está dentro da normalidade e sim como a sociedade age diante da diversidade dos fatos. Seja no cotidiano, na política, no comportamento, ou em qualquer gênero. Gostos e opiniões estão aí para serem respeitados ou discutidos, mas a discussão exige audição dos dois lados. Não é dessa maneira que as diferenças estão sendo tratadas, parece existir apenas um lado a ser visto e ouvido.

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