Conheça quem faz o ERERP 2015 virar realidade!

11026082_808130022574230_6069649058678588124_nFaltam 4 dias para o 7º Encontro Regional de Estudantes de Relações Públicas – ERERP que acontecerá em Curitiba entre os dias 17 e 21 de abril.

Entrevistamos a Fernanda Bueno Rodrigues, uma das alunas de RP da UFPR (Universidade Federal do Paraná) que compõe a comissão organizadora do ERERP que tem a missão de realizar esse evento que pela proposta e programação será histórico!

Veja o que a Fernanda nos conta sobre o evento e se prepare que vem muitos bons frutos do ERERP 2015.

fernanda bueno rodrigues - ererp

Fernanda Bueno Rodrigues

 

SE APRESENTE.

Meu nome é Fernanda Bueno Rodrigues, tenho 20 anos e sou estudante do sétimo período de Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas na Universidade Federal do Paraná.

EXPLIQUE O QUE É O ERERP.

O ERERP é um encontro realizado por estudantes e para estudantes, que nasceu na UNESP, em Bauru, no ano de 2006. É realizado de maneira autônoma e independente de momento do curso ou universidade, podendo ser organizado em parceira entre alunos de instituições diferentes. Este ano, por exemplo, a Comissão Organizadora é composta pela PUC PR, pela UFPR e pela Unibrasil.

O propósito do evento é reunir os estudantes, profissionais, acadêmicos e quem simpatizar pela temática das Relações Públicas a fim de se discutir os vários campos de atuação que este profissional consegue atingir nos 3 setores da economia, outra intenção é gerar novas perspectivas a respeito das adaptações que a profissão vem atingido neste início de século XXI. O encontro que já foi realizado em diversas cidades, como Bauru, Londrina, Taubaté e Campinas vem para Curitiba pela segunda vez, e como de costume, na programação contém palestras, mesas de discussões, apresentação de trabalhos, oficinas, debates e confraternizações. Com isso espera-se promover integração entre os estudantes, gerando discussões, novas ideias e projetos que beneficiem as Relações Públicas.

Sobre as atividades ofertadas, teremos mesas redondas, grupos de discussão e de trabalhos acadêmicos, existem também oficinas direcionadas para as áreas de atuação, buscando sempre prezar pela parte prática, pois na faculdade, somos saturados de teoria e atividades que são ofertadas pelos próprios participantes do evento, além de ter momentos específicos para integração, dinâmicas no alojamento e a tão esperada festa de encerramento.

Tudo isso é feito para mostrar diferentes perspectivas acerca do tema em questão, que é analisado sob óticas diferentes ao longo do evento, mas sem deixar de pensar onde entra a comunicação e mantendo o foco na parte profissional, sempre trabalhando o papel do RP em todas essas questões.

QUAL O ORGANOGRAMA DO EVENTO?

Buscamos não hierarquizar as diretorias e nem as atividades propostas, pois todo o planejamento do evento é baseado nas diretrizes que reforçam os ideais de horizontalidade e pluralidade. A ausência de palestras verticais, com uma pessoa em pé na frente falando, é proposital para que os alunos se sintam confortáveis para se identificar com algum ponto de vista diferente que foi apresentado ou perguntar e interagir com os convidados, até a parte das oficinas, os facilitadores estão lá para realizar uma troca de experiência e ensinar algum método novo para os participantes, de maneira suave e amigável, sem imposições e sempre abertos para o diálogo.

Já na equipe de organização, somos separados em 5 diretorias, são elas: financeiro, comunicação, infraestrutura, programação e integração, que possuem líderes, que se comunicam frequentemente com os outros para atualizar questões referentes à cada grupo, porém, essa relação não é estática e todos podem interagir e resolver situações de seus grupos ou de outros se tiver familiaridade com o processo, e é comum transitar entre 2 diretorias por perceber que a outra precisa de ajuda ou por descobrir que não se identificava tanto com a sua. Nas reuniões gerais todos tem um momento para passar para a equipe o que sua diretoria está realizando e debater sobre futuras ações.

Ou seja, nosso organograma é linear, onde todos são tão responsáveis pelo evento quanto os outros, todos somos e fazemos o ERERP acontecer, uma função não caminha corretamente sem a outra.

E QUAL É A SUA FUNÇÃO NO ERERP?

Eu faço parte da diretoria de programação, que é responsável por organizar o cronograma/esqueleto do evento, ou seja, quantas mesas, oficinas, festas, passeios irão acontecer, propor temas para essas atividades, definir os horários, entrar em contato com palestrantes para convidá-los a participar das mesas e dar todo suporte necessário para eles durante a participação, traslado, hospedagem e alimentação.

QUAL O SEU DESAFIO PESSOA NA CONSTRUÇÃO E REALIZAÇÃO DO ERERP?

Confesso que não sou a pessoa mais pontual do universo e a responsabilidade que o ERERP carrega junto com a vontade de produzir um evento tão bonito e inspirador como foi pra mim, me faz ter um compromisso maior com as pessoas, com horários e com prazos.

Venho me trabalhando e policiando pra organizar a agenda (até comprei uma, senão ia enlouquecer hahahaha) pra respeitar esses limites e melhorar neste ponto.

QUAL IMPORTÂNCIA TEM EVENTOS COMO O ERERP NA SUA VIDA?

O que aprendi com o meu primeiro ERERP foi discutir, colocar a cabeça pra funcionar e parar pra pensar mesmo. Ficar mais atenta em diversos aspectos, descobri várias coisas que eu gostava dentre as novas possibilidades que estava conhecendo e que não me eram apresentadas dentro da sala de aula. Vi que podia abrir a tampa da caixa da caxola (só pra ficar sonoro hehe) e imaginar diversas soluções para resolver questões sociais e me resolver profissionalmente também, o que certamente acabou influenciando e direcionando minhas escolhas.

Agora como parte da Comissão Organizadora venho aprendendo a batalhar mais e mais a cada dia, a não desistir, a perder a vergonha de ligar pra pessoas que considero importantes, de treinar o relacionamento com diversos públicos, aprendo a segurar a ansiedade e a emoção nas reuniões, aprimoro as práticas de convivência, de trabalho em equipe e do lado humano também, de pensar no bem-estar de quem está vindo e de se preocupar com a qualidade dos dias que ele vai passar hospedado na minha ‘casa’.

Aprender, compartilhar e multiplicar, acho que são as palavras-chave deste evento pra mim, não deixar que seja só mais um e sim que gere tanto impacto positivo nas pessoas que elas queiram continuar repetindo por muito tempo 😀

NOS DIGA UMA REFERÊNCIA EM RELAÇÕES PÚBLICAS PARA VOCÊ.

Lamento decepcioná-los mas a minha referência sequer é formada, apesar de suas diversas “passagens pela academia”, como ela mesma diz “não conseguiram me formar”.

Karla Keiko é artista, fotógrafa e mulher. Incluo mulher nessa definição porque na minha visão ela é a essência do feminino. E aprendi tanta, mas tanta coisa com ela que nem sei como explicar. Escolhi essa RP sem diploma porque ela nem precisa, é relações públicas de nascença e tem o dom de conectar pessoas!

O próprio tema do ERERP 2015 é a definição da COE sobre o papel do profissional na era em que estamos e neste início de bicentenário, é o RP que deve ter a atitude necessária para gerar reconhecimento, engajamento e conexão entre a organização e seus públicos, e a Karla pra mim é exatamente isso, realiza essa função na vida! Uma catalisadora de ideias que possui uma sensibilidade no tato com as pessoas e consegue reunir/agrupas as figuras certas no momento preciso e consegue promover um diálogo, geralmente são boas conversas que rendem excelentes frutos! A maneira dinâmica como conduz essas relações apesar da importância dos assuntos também é encantadora e me fez perceber que o carinho e a gentileza são degraus que podem te fazer alcançar as nuvens.

DEIXE UMA MENSAGEM AOS PARTICIPANTES DO ERERP

                  Estamos acostumados a pensar sempre daquela maneira, a agir e interpretar coisas na universidade que passam como banais ou irrelevantes, porque fazem parte do nosso cotidiano. Na universidade pública, por exemplo, sempre batemos nas teclas – reclamamos – da precarização do ensino e da infraestrutura das instituições, queixa constante é a qualidade e modernidade dos equipamentos usados nos laboratórios de universidades privadas comparados aos nossos, só que durante o encontro percebemos que apesar disso, existem coisas tão valiosas quanto essas, o foco em responsabilidade social é uma delas, o papel dos projetos de extensão na formação acadêmica também.

Repensar o seu lugar comum e perceber suas qualidades é fantástico, estar próximo de pessoas de lugares diferentes, mas tão conectadas, a fim de lutar pelo reconhecimento e pelo crescimento da profissão que escolhemos e ter contato com profissionais qualificados e que nos abrem os olhos para diversas possibilidades até então desconhecidas e enxergar que é possível encontrar uma que combina mais com você é incrível!

Vale muito a pena participar e ter essa experiência enriquecedora!!!

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