#VRPnaCásper: Direitos Humanos e Relações Públicas

Durante a última segunda-feira (18), aconteceu o debate Direitos Humanos e Relações Públicas, promovido pela Fundação Cásper Líbero e com mediação da Profª. Cilene Victor, para os alunos de 2º e 4º semestre de RP. O evento também teve fala de grandes profissionais, abordando temáticas dos artigos produzidos para o livro “Direitos Humanos: Perspectivas para o Século XXI”. A nossa versátil, Lais Rodrigues, esteve lá e conta pra gente tudo o que aconteceu!

Com a participação da representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos via Skype, foi apresentado o programa e algumas diretrizes do que acontece em Brasília e atinge o território brasileiro. Dentre os questionamentos, foi levantando como lidar com a postura conservadora de algumas bancadas e as minorias, diante um cenário político complexo?

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O Programa Nacional de Direitos Humanos foi criado em 2009 e ganha força com Pacto Federativo, que favorece a diversidade. E são estabelecidos mecanismos, como o #HumanizaRedes para frear os assédios e violações dos direitos humanos nas mídias digitais, já que muitas vezes a mídia é usada como instrumento de exposição.

Como uma forma de satirizar o movimento, o humorista Danilo Gentili divulgou o “Desumaniza Redes”, que deixou o #HumanizaRedes ainda mais famoso. No ambiente digital, também temos o Clique 100, plataforma para o combate ao assédio/exploração sexual de crianças e adolescentes.

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Além da luta pela implantação do nome social e o espaço no mercado de trabalho, o Disque 100 (outra ferramenta em favor dos direitos humanos) tem um módulo específico para o público LGBT – picos de chamadas acontecem durante a época da Parada Gay e Carnaval.

Em um segundo momento, grupos de alunos apresentaram breves trabalhos com o tema “Relações Públicas e Direitos Humanos, o que tem a ver?”. Foi destacado que: Com função social e com profissionais multiculturais, RP existe para dar voz às classes que lutam por seus direitos enquanto seres humanos, promover que todos tenham espaço para falar, e mudar a imagem negativa que muitas pessoas ainda associam ao termo.

Em continuidade ao debate, a autora Susana Mesquita Barbosa contou que a ideia de escrever o livro “Direitos Humanos: Perspectivas para o Século XXI” surgiu a partir de um grupo de estudantes incomodados e inconformados, querendo entender melhor esses direitos. Ela trouxe a provocação de que somos “naturalmente” violados em diversos aspectos, como integridade social e psíquica, por causa da nossa organização social de vida. Como exemplo, a falta de acessibilidade, a homofobia, o preconceito com moradores de rua, e até mesmo o pouco espaço das moradias.

Ethel Shiraishi Pereira escreveu sobre o capítulo “Nem homem, nem mulher: gente” e destacou a discussão de gêneros e sexualidade.  Durante a época da ditadura militar, surgiu um grupo teatral chamado Dzi Croquettes, como mais uma forma de confronto e contracultura, em que bailarinos faziam performances com roupas femininas, sob a bandeira de que “Todo ato é um ato político”.

Décadas depois, ainda não se tem tanto investimento quando o assunto está voltado à homofobia. Empresas negam-se a ter sua imagem ligada a temáticas polêmicas, como a produção de conteúdo LGBT.

Elenco Dzi Croquettes

Elenco Dzi Croquettes

Vânia Penafieri questionou o que acontece com o consumidor brasileiro na indústria têxtil, que tem o hábito de ignorar crises no trabalho escravo. E comentou sobre o caso Zara, em que um produto é vendido a R$ 169, R$ 7 fica com o fornecedor, e apenas R$ 2 é repassado à costureira.

Luiz Alberto de Farias acentuou a diferença entre a mobilização virtual e a efetiva mobilidade social. “Só nos toca a situação que de fato nos toca”, disse. Que temos certa hipocrisia ou passividade de que se não influencia em nossa vida, o valor da coisa é diminuído. Falamos de realidades que não vivemos e vivemos um momento de intolerância às opiniões opostas. Seríamos nós motivados altamente por egoísmo e persuadidos por termos nossos desejos profundos tocados?

Luiz Alberto de Farias

Luiz Alberto de Farias

Ana Claudia Pompeu Torezan Andreucci finalizou as apresentações e antecedeu o encerramento com os questionamentos dos participantes, falando sobre o “Direito das Mulheres e das Crianças”.

A busca pelo empoderamento feminino ainda luta com o feminicídio, ato de matar a mulher por ela ser mulher. Filmes e animações, como “O sorriso de Monalisa”, “UP!” e “Valente”, foram citados para demonstrar a diversidade de papeis e questões de gêneros na sociedade que existem e precisam ser respeitados. Uma lei nova não assegura que o crime seja extinto, e é por isso que devemos continuar lutando pelos direitos humanos.

Questionar incomoda. O mundo mudou.

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