Empreendedorismo, eventos e liderança: temas abordados no terceiro dia da RP Week

Workshop “É hora de empreender”, com Guilherme Alf

O workshop da manhã, É hora de empreender, com Guilherme Alf, abriu o terceiro dia da RP Week e foi acompanhado por Camila Freitas, começando com interatividade entre os participantes e Alf. Ele contou quando começou a empreender, em 2002, e dos seus primeiros empreendimentos (dono de bar, produtor de banda e ter trabalhado com turismo). Disse também do que ele já desistiu em termos de negócios e os participantes também dividiram suas experiências de desistência.

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Guilherme Alf (Foto: Camila Freitas/Versátil RP)

Ele contou que ter ideias de negócio é fácil, mas é preciso pesquisar sobre elas e saber desenvolvê-las para o empreendimento dar certo. Falou também da importância dos comunicadores, e em especial dos relações-públicas, entenderem sobre negócios e lerem bastante sobre o assunto, como na revista Exame PME.

Alf citou seus empreendimentos que prosperaram, como o bar Valen Bar, mostrando como desenvolveu o negócio a partir de um plano de comunicação e entendimento sobre negócios. Falou também da importância de se preparar primeiro para abrir um negócio, ter capital para empreender, do seu negócio ter DNA (missão, visão e valores) e fazer uma análise de competência: gestão de pessoas, administração, comercial, comunicação e gestão de processos, que é complexo e por isso deve-se procurar profissionais especializados.

Durante o workshop várias atividades foram realizadas, como exercício de análise de oportunidade de negócios 360º, dicas de como organizar suas ideias, como – a partir de anotações em post-its, a utilização da ferramenta X Mind e do alinhamento de expectativas – escolher as pessoas certas a partir de gestão de pessoas e ser um referencial para o seu time, e o negócio então prosperar.

Workshop de Eventos estratégicos, com Fabio Polisel

No período vespertino, Michele Boin e Mariangela Sena presenciaram o workshop de Eventos estratégicos, ministrado por Fabio Polisel, formado em Relações Públicas e cerimonialista e mestre de cerimônias da Prefeitura de São Bernardo do Campo/SP, com sólida carreira na área de Eventos. Durante todo o tempo, os participantes fizeram suas perguntas e colocações de forma leve, descontraída e aprofundada.

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Fábio Polisel (Foto: Mariangela Sena/Versátil RP)

Eventos são acontecimentos que vão desde um churrasco, um campeonato, até uma abertura, uma festa. Por ser uma área muito abrangente e que inclui muitas atividades distintas, além de ser algo instintivo, todo mundo acha que sabe fazer eventos, mas é preciso se aprofundar e ter um mínimo de conhecimento para realizar um evento estratégico e bem feito. Fábio defende que “temos que passar a evitar o termo ‘contador de coxinhas’ e dizer que, como ‘errepês’, fazemos a função estratégica dos eventos”.

Os pilares fundamentais de Eventos são: o cerimonial, que é o passo a passo, a base, o script de um evento; o protocolo, que dá um norte para o cerimonial e é a procedência, o ritual; e a etiqueta, que rege o comportamento social e se trata também de como lidar com o ser humano (lembrando que existe a contra-etiqueta, que são casos especiais em que se deve romper as regras de etiqueta impostas em outros momentos e situações).

Para classificarmos um evento há diversas maneiras, são elas: a abrangência, que pode ser mundial, nacional etc.; a dimensão – sempre de acordo com o tamanho da cidade onde o evento está sendo realizado -, que pode ser de pequeno, médio ou grande porte; o público, interno ou externo; a área de interesse, como Saúde, Educação, dentre outras; a frequência, que se trata da periodicidade, tal como mensal e anual; as características, como, por exemplo, jovial; e a finalidade.

Há muitos tipos de eventos! Fábio destacou e detalhou os principais, como assembleia, concurso, curso, palestra, aula magna, congresso, brainstorming, baile de gala, simpósio etc. Ressalta-se que muitos deles são facilmente confundíveis entre si, pois se diferenciam por especificidades, e, talvez por isso, muitos profissionais atuantes da área acabam, vez ou outra, nomeando erroneamente seus eventos.

Dentro do mercado de Eventos a feira é uma crescente e o mundo está “de olho” no Brasil para a realização de diversos tipos de eventos. Uma matéria mostrada por Polisel diz que o mercado brasileiro de Eventos gerou R$ 209,2 bilhões só em 2014. Para ele, “o mercado de Eventos está em alta e vai continuar, porque eventos sempre acontecem, de todos os tipos”.

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Grupos reunidos (Foto: Mariangela Sena/Versátil RP)

Para finalizar, algumas dicas dadas por ele para uma boa estratégia em Eventos são realizar um super briefing, brainstorming, check list próprio, conhecer o espaço do evento, bem como a região (acesso, rotas etc.), ter pelo menos um pouco de conhecimento ou noção de todas as áreas do evento (montagem, cerimonial, infraestrutura etc.), realizar benchmarking, fidelizar parceiros, fazer networking, ser “invisível” durante o evento, delegar tarefas, pensar no improvável e ter organização própria. Ah, e segundo Polisel, “pensar no improvável é também pensar criativo”, ou seja, pensar no evento diferente e em como deixá-lo atrativo. Resumindo: “A receita do bom bolo é ter um bom planejamento estratégico”. A tarde terminou com uma atividade dividida entre 10 grupos, onde os participantes tinham que elaborar um evento diferente e estratégico.

Liderança, mesa redonda e convidados

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Alexandre Prates (Foto: Mariangela Sena/Versátil RP)

Qual é o resultado que vale a pena? Foi assim que Alexandre Prates começou a palestra sobre liderança. O resultado que vale a pena é o desempenho. “ A liderança além dos números”, ensina Alexandre. Este foi só o começo, a noite de quarta-feira da RP Week foi de provocar o público. Prates falou, deu exemplos, mostrou vídeos, fez a galera rir e pensar. Deixou todo mundo a fim de saber mais e querer mais sobre si mesmo, qual o caminho seguir para se ter uma boa carreira, para ter um bom relacionamento nas empresas, como ser mais participativo e produtivo.

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Guilherme Alf, Rodolfo Araújo, Márcio Cavalieri e Alexandre Prates (Foto: Mariangela Sena/Versátil RP)

O principal de tudo é o engajamento, quem é engajado faz de coração, não precisa pedir ou obrigar. O engajamento vem de dentro, está relacionado a sentimento, não adianta fazer por fazer. Aproveitando o papo, a mesa redonda contou com a presença de Rodolfo Araújo da Edelman, Márcio Cavalieri da RMA e Guilherme Alf como mediador. Claro, Alexandre Prates continuou a nos provocar com os convidados.

Não estava fácil ir embora, a cada minuto uma frase nova para anotar e pensar e publicar. Foram 2h15 de puro aproveitamento, diversão e provocação. Se eu fosse você não deixava de acessar o link disponibilizado pela Cásper Líbero.

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