RP Talk – Último dia dia da RP Week com “maratona” de palestras

O Versátil RP estava em peso no último dia da RP Week. A RP Talk fechou a semana com uma “maratona” de palestras. Ao todo, dez profissionais bem diversificados, porém todos com o mesmo objetivo: incentivar o público a acreditar no poder da comunicação. Guilherme Alf, Ariane Feijó, Pedro Prochno, Gustavo Reis, Fábio França, Gian Martinez, Wesley Barbosa, Neka Machado, Rodrigo Adams e Miguel Cariello fizeram o palco brilhar.

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Ariane Feijó (Foto: Camila Freitas/Versátil RP)

Ariane Feijó abriu a “maratona” com o tema “Aproprie-se da Inovação”. Ela mostrou que a tecnologia desafiou a virtualidade. E o futuro que imaginávamos, com robôs fazendo as nossas atividades de casa, não aconteceu: nada de robotização. Segundo ela, “inovar é pensar nas coisas que precisam ser mudadas”. Mas como começar? Primeiro, divida grandes ideias em pequenos projetos, definindo pontos de início, meio e fim; Segundo, não faça tudo sozinho; Terceiro, tamanho importa, preste atenção no que seu projeto vai comportar.

Miguel Cariello foi o segundo palestrante do dia. Profissional com vasta experiência na área de Marketing, já trabalhou na Globo Sat, Globo.com, Som Livre, Alpargatas e hoje ele é responsável pela área de projetos especiais de artistas como Michel Teló, Thaeme & Thiago, Lucas Lucco, entre outros.

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Miguel Cariello(Foto: Camila Freitas/Versátil RP)

Apresentou o uso da mídia tradicional para reposicionamento de imagens dos artistas. Segundo Cariello, o pior produto que se pode lidar é o ser humano. Para ilustrar o tema da sua palestra, ele apresentou o case de reposicionamento de carreira de Michel Teló. Devido ao sucesso da música “Ai, se eu te pego” no auge de sua carreira, o cantor ficou conhecido como “one hitmaker”, ou seja, artista de uma música só. Decidiu-se, então, reposicionar a imagem do mesmo. Para Cariello, o sucesso do artista poderia levá-lo a se deslocar da sua realidade e das suas referências. Para reposicionar a sua imagem foi criada a série “Bem Sertanejo”, exibida no programa Fantástico. Resultado: o programa foi sucesso absoluto de audiência, a série virou CD, DVD e livro e Teló conquistou o respeito de todos aqueles que acharam que ele seria só mais um hit.

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Gustavo Reis (Foto: Camila Freitas/Versátil RP)

O terceiro palestrante, Gustavo Reis: professor de Matemática, bacharel em Ciência da Computação e mestre em Design, com o tema “Design, significação e relacionamento: por que todo RP deveria se preocupar com isso”. Para o professor Gustavo, “design não é só forma e função, agora é forma, função, valor e sentido”. Evidenciou que os profissionais de Comunicação têm que pensar no que as pessoas esperam. Conforme Gustavo, “a grande máxima da Comunicação Social contemporânea é fazer por merecer a atenção dos outros, pois gerar atenção por hierarquia e por poder econômico não funciona mais”. A questão é gerar atenção por merecimento. Assim, a função dos relações-públicas é criar circunstâncias para as pessoas se motivarem e para isso é necessário nos conectarmos com os interesses das pessoas.

O professor Fábio França, um dos palestrantes mais esperados do dia, propôs falar sobre o livre exercício das relações públicas e destacou que a profissão precisa ser mais democrática e que as atividades essenciais são os relacionamentos. O professor afirmou que o relações-públicas tem como função a consultoria especializada de inteligência, objetivando o reconhecimento. Parafraseando o nome do coletivo que organizou o evento, disse “que todo mundo precisa de um RP, pois este é imprescindível para as organizações do mundo e de qualquer pessoa. As corporações procuram um RP porque precisam ser transparentes”.

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Fabio França (Foto: Camila Freitas/Versátil RP)

Para França, “o RP das corporações são as altas cúpulas, altos dirigentes, pois são estes que realmente criam políticas, diretrizes e estratégias”. Fábio França também colocou alguns exemplos sobre a questão da regulamentação da atividade e afirmou ser necessário desmistificar o RP como “super-homem”. Revelou que há uma grande contradição entre a lei que regulamenta a atividade e o ensino proposto pelas faculdades. Disse ainda que não podem existir reservas de mercado em qualquer profissão, muito menos em RP.

Pedro Prochno palestrou sobre como “tendemos a viver de fora para dentro”. Segundo Pedro, “Nós olhamos para o mundo para buscar o nosso propósito, porém, o propósito deve ser nosso, individual. A geração atual não quer as coisas e as ideias que a sociedade diz por padrão”, mas tende a se conformar, e esse conformismo é maior que o propósito. Prochno incentivou que essa ideia não seja mais prevalecente.

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Gian Martinez (Foto: Camila Freitas/Versátil RP)

Gian Martinez: co-fundador do Winnin – startup brasileira de batalhas de vídeos -, ex-líder do time criativo da Coca-Cola no Brasil durante 2007-2013, co-autor da visão global da empresa sobre o futuro do conteúdo (Liquid & Linked) e co-fundador do Coletivo Coca-Cola. Gian afirmou “que a nova economia está ultra conectada com uma nova moeda e esta é a criatividade, mas a solução criativa não é necessariamente a comunicação”. A criatividade auxilia a vencer dificuldades e encontrar soluções. Para Martinez, “É necessário perder o medo de errar. Quanto mais rápido você errar, mais rápido você vai aprender”. E como dica de leitura para quem pensa em iniciar uma startup, leia o livro: Startup, de Eric Ries.

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Wesley Barbosa (Foto: Mariangela Sena/Versátil RP)

Chegando na reta final, Wesley Barbosa: atual líder de Desenvolvimento de Parceiros de Marketing do Facebook, executivo responsável por trazer o Baidu (o Google Chinês) em 2012 para a América Latina e ex-líder de startups chinesas de games sociais como o Colheita Feliz, do Orkut. Barbosa convidou todos os participantes para tirarem os sapatos e colocarem os pés no chão. Segundo Wesley, é comprovado pela neurociência que este gesto faz a pessoa se sentir à vontade e isso estimula a criatividade.

Wesley apresentou uma frase de William Mcknight, da 3M, que retrata bem essa pesquisa: “contrate pessoas boas e as deixem em paz”, afirmou. Para ele, o medo esconde, interrompe a inovação. Mas como ter aquela ideia “eureka”, inovadora? É simples. Devemos fazer algumas coisas: encoraje a falha, dê autonomia e seja cuidadoso. A inovação está num contexto de dentro para fora,  a moral da história é “nunca pense fora da caixa”, disse Wesley. Um dos momentos mais emocionantes do dia aconteceu no encerramento de sua palestra, pois ele nos contou a sua trajetória de vida. Um garoto pobre do estado Alagoas, que, por meio da fé, força de vontade e do amor de sua mãe, conseguiu alcançar um novo rumo para o seu destino.

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Gian Martinez (Foto: Camila Freitas/Versátil RP)

O jornalista Rodrigo Adams, formado pela PUC/RS e RP em construção na UFRGS, com passagens por Kzuka, Zero Hora e Pah! (todos veículos do Grupo RBS), é comunicador da Rádio Atlântida e editor do ATL Paper. Decidiu estudar RP para entender o seu público. Adams afirmou: “RP é a área da Comunicação que mais estuda e pensa soluções para o mundo e que hoje é preciso ser vários perfis ao mesmo tempo”.

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Wesley Barbosa (Foto: Mariangela Sena/Versátil RP)

A professora Neka Machado subiu ao palco da RP Week com muita emoção: “eu aposto na transformação”, expressou Neka. Esclareceu a importância de ser autêntico, surpreender, participar, dialogar, colaborar e inovar. A professora salientou que “a nossa audiência aumenta quando atingimos pessoas confiáveis, que ‘saquem’ o que os públicos querem”. Dando uma aula de motivação e convidando todos a sair de sua zona de conforto e a não perder a possibilidade de errar, ela encantou todos.

O coletivo Todo Mundo Precisa de um RP subiu ao palco para agradecer a todos os envolvidos na maior semana de Relações Públicas do Brasil, entre eles os voluntários, os patrocinadores, o Versátil RP, VPs de engajamento, Vinicius (responsável pela interação do Twitter do coletivo durante o evento) e todos os outros coletivos que apoiaram o evento em suas redes sociais.

E finalizou com Guilherme Alf falando sobre “Como os relações-públicas irão mudar o mundo”. Alf deixou a sua mensagem: existem alguns aspectos que devem ser respeitados no processo da micro-revolução, sendo eles diálogo, transparência, contato pessoal, respeito a diversidade, dar exemplos, ser consistente, doar-se e fazer. Segundo Alf, “só micro-revolução não é tudo, é preciso desenvolver o conhecimento, educação”.

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TMPRP (Foto: TMPRP)

Ao som de “I Gotta Feeling”, a RP Week fez todo mundo pular e dançar no palco e, em clima de animação e emoção, a semana foi encerrada. Se você perdeu algo, não fique triste, acompanhe tudo em nossas redes sociais (facebookgoogle +instagram e twitter). Esta experiência foi muito gratificante para nós.

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