Acessibilidade na web: da democracia à igualdade

PLANTILLA TRABAJO FREEPIK

A cada dia a tecnologia vem sofrendo mudanças e melhorando a qualidade de vida de boa parte da população mundial com seus gadgets, notebooks ultramodernos e smartphones de última geração, modelando a nossa maneira de viver, de nos comunicarmos, enfim, de nos condicionar a novos espaços onde não há mais necessidade de separar a vida em online ou offline.

Essas ferramentas inovadoras estão aí para fazer a inclusão da sociedade, levando sempre informação em tempo real e ao alcance da população – que está cada vez mais próxima de inserir todos em variadas plataformas sociais -, mas principalmente na internet. Já é realidade, inclusive, o aproveitamento dessas ferramentas pelas pessoas portadoras de necessidades especiais.

Os recursos computacionais e as novas possibilidades de acesso que são projetadas para este tipo de usuário, apesar de tardia, são prioridades a fim de garantir o toque, a experiência e pela medida especial de permitir legendas, imagens e sintetizadores da fala, onde o internauta portador de necessidades especiais possa obter o máximo e o melhor conteúdo que precisar e desejar. O objetivo é lhe dar um grande poder de inclusão sócio digital, que desencadeie em uma sociedade inclusiva, sem ressalvas.

Muitas discussões acerca deste assunto vêm sendo tratadas em diversos seminários e fóruns de discussão, onde são identificadas e implementadas bases de digital capaz de transformar tanto capacidades físicas quanto intelectuais ao mesmo tempo em que é superado o embate ao movimento pró-inclusão social.

Para fomentar o debate e a criação de novas formas de adequação, há a necessidade de unir várias áreas do saber. Não é possível delimitar apenas à área tecnológica, no caso dos softwares, considera Lay e outros (Zúnica, 1999), vale o destaque:

  1. Acessibilidade ao computador: garantir que todas as imagens se encontrem legendadas ou descritas com texto, esta medida é essencial para botões e ligações feitas com imagens. Pode-se utilizar também um leitor de páginas web com sintetizador de fala;
  2. Acessibilidade ao navegador: Garantir que o tamanho do texto possa ser aumentado com as opções do seu navegador. Esta facilidade é muito usada para por pessoas idosas com algumas dificuldades visuais. Notadamente para alguns casos de acessibilidade visual, devem conter em seu planejamento o desenvolvimento e a adequação de ferramentas que viabilizem as dimensões, o conteúdo, a estrutura e o formato, para assim oferecer diferentes maneiras e possibilidades de acessibilidade.
  3. Verificação e identificação de acessibilidade: Fornecer uma maneira fácil e prática de comunicar a sua dificuldade de forma clara para poder acessar o conteúdo do site, facilitando, com isso, o feedback dos utilizadores.

Se a tecnologia evolui a passos largos, juntamente com a facilitação dos processos comunicacionais e informacionais, a mesma deve e tem a obrigação de chegar a todos, sejam quais forem as necessidades, a fim de dar voz e vez a quem merece por direito. Uma sociedade social e participativa deve ser construída de forma igualitária respeitando a maneira física e mental de cada um sem distinção.

Igualdade, democracia e participação social: do planejamento à execução

Se a comunicação, a internet e as relações pessoais e profissionais encontram-se em plena convergência nas sociedades, a ideia de exclusão ainda é encontrada no país, não fosse uma triste ironia, já que nem tudo o que é lançado na mídia ou mesmo pelas empresas distribuidoras de tecnologias seguem o padrão de inovação com acessibilidade, o que ainda compromete a inserção e muitas vezes o próprio andamento do aprendizado nas escolas e demais órgãos que educam os cidadãos com necessidades especiais.

Imaginemos uma sociedade onde todos possam aprender de forma igual e efetiva, onde também os processos cognitivos de cada um se misturam aos processos de vida de forma dinâmica. Estaríamos percebendo um condicionamento brilhante, o que configuraria novas e boas abordagens de aprendizagem e inteligência, extraindo o máximo de cada um. O ato de aprender e ensinar tomaria um nível de interesse ainda maior, considerando o atual modelo pedagógico, inclusive o aplicado nas salas de aula de alunos que não possuem deficiência.

Não há limite ou implicação para desenvolvimento de competências e habilidades do ser humano, nem salvo sua dificuldade. A implicação está na falta de interesse e informação. Tais fatos são frequentes e, principalmente, são responsáveis pela grande exclusão social vivida no país.

Os meios sociais digitais, cujo objetivo é unir e fazer interação com outras pessoas seguindo os mesmos gostos e interesses, possibilitam um enorme campo para experimentação de aprendizado e pela própria emancipação como pessoa, ou seja, sua flexibilidade e estrutura social corrobora para a potencialização da democracia e para a eliminação da exclusão.

Essas interconexões digitais mostram a variação da vida como uma comunitária e diversificada visão de que ela não precisa ser expurgada das relações de convivência e em qualquer instância onde são partilhados qualquer direito social (CECCIM, 1998).

Por fim…

A acessibilidade à web é a facilitação do conhecimento, da possibilidade, do fomento e do incentivo à educação, e, principalmente, trata sobre informação e interação dos indivíduos que tenham alguma dificuldade. A união de software e hardware à adequação de meios e ocasiões (GUIA, 1999). Entender o que é acessibilidade torna-se essencial para trabalhar as ideias que se alicerçam na igualdade, participação e integração da sociedade para aproximar meios em que sejam respeitadas as necessidades e as preferências.

A acessibilidade consiste na facilidade de acesso e de uso de ambientes, produtos e serviços por qualquer pessoa e em diferentes contextos. Envolve o “Design Inclusivo”, oferta de um leque variado de produtos e serviços que cubram as necessidades de diferentes populações (incluindo produtos e serviços de apoio), adaptação, meios alternativos de informação, comunicação, mobilidade e manipulação.

Pensar em acessibilidade é pensar que milhões e milhões de pessoas terão suas deficiências minimizadas, seja por meio de um programa de computador ou um tipo especial de teclado ou rede social. Mas é também ir além, é permitir, desencadear, mobilizar uma sociedade capaz de dar voz e vez a toda manifestação de diversidade existente sempre intensificando o instinto colaborativo, social, comprometido, cooperativo e, principalmente, inclusivo. A internet foi feita para todos, sem distinção, daí o seu caráter independente capaz de propiciar inteligência e capacitação dirigida a todos os atores humanos.

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