A Defensoria Pública e as relações públicas

justiça

É legítimo o direito de todo ser humano de ter qualidade de vida, saúde, educação, e, sobretudo, direito a segurança e liberdade. A esta liberdade, que deve zelar sempre além do próprio ser humano, de saber os limites onde esta acaba e inicia a do outro.

Para garantia destes e de outros direitos como garante a nossa Constituição Federal, há a necessidade de criação de órgãos, tanto reguladores, quanto asseguradores de liberdade, em sua amplitude. A vida é repleta de situações que nos levam a cometer erros, às vezes pensados ou não, e nos é dada uma segunda chance, tanto de recomeçar quanto de responder de forma justa por todo e qualquer ato de irresponsabilidade ou à própria margem da lei que nos regulamenta.

Nem todos têm condições de garantir a própria defesa, daí entra o Estado e seu papel como prestador de assistência ao cidadão, oferecendo a garantia de defesa jurídica integral e gratuita a toda a população que venha a precisar deste serviço, pois sabe-se que processos sempre demandam despesas muitas vezes altas e muitos não podem e/ou não estão dispostos a custear.

É deste órgão a responsabilidade de nos representar juridicamente e concretizar de forma mínima este dever do Estado de garantir o que está prescrito em nossa máxima e ampla carta magna de direitos. Não podendo negar qualquer pessoa ou problema que for apresentado.

E nesta esfera federal que podemos contar com a Defensoria Pública, pois seus trabalhos incluem Estado e Governo Federal, ou seja, é portadora da capacidade de orientação e postulação e defesa de interesses e direitos dos cidadãos. Ações de família, cíveis, criminais, trabalhistas, alimentícias e de separação e divórcio, não importa qual, pois sempre poderemos contar com essa ajuda da tão falada Justiça. E seu papel não fica limitado somente às ações, mas, principalmente, atua na orientação de casos e conciliações, apontando possíveis soluções e medidas a serem tomadas.

A Defensoria Pública atua também desenvolvendo trabalhos que incluam instâncias administrativas, federais, eleitorais, trabalhistas, STF (Superior Tribunal Federal), Justiça do Trabalho e outras instâncias da União, ou seja, garantindo que tenhamos direito de ter direitos.

Se a Defensoria Pública é tida como um verdadeiro meio de acesso do cidadão à justiça, qual a perspectiva do profissional de Relações Públicas neste processo? O relações-públicas é o profissional da Comunicação capacitado a lidar com as mais diversas rotinas, é dele a importância de gerir a Comunicação e o relacionamento dos mais variados públicos e setores da sociedade. Uma de suas características mais fortes é o fato deste ser um generalista, e como generalista, deve pensar de acordo com a instituição que representa.

Identificar os nodos da comunicação entre o cidadão e a própria Justiça nesse processo deve ser a prioridade máxima, tanto de quem toma conta de assessorias de Comunicação, como de quem gere comunicação interna e externa. É uma tarefa árdua, sim, mas nada impossível de se realizar, se colocarmos sempre em mente a necessidade de pensar o ser humano e de pensar em melhores estratégias para trabalhar as relações como o próprio andamento dos trabalhos da Defensoria Pública.

Neste aspecto, temos como base as perspectivas de um comunicador que deve estar sempre pronto a não somente identificar crises de imagem, reputação e afins, mas como imediatista ou, antes de qualquer crise ou problema de informação, saber lidar sempre com a mais absoluta transparência em sua comunicação, observando o fato de que em nosso país a realidade moral e social nos leva a sempre duvidar de tudo, da veracidade das coisas e principalmente da imagem das instituições provedoras de justiça, que, infelizmente, andam com sua reputação “arranhada”.

Sabendo-se disso, o relações-públicas deve estar sempre informado, preparado a atuar e estar frente aos públicos, fazendo uma “ponte” entre a organização e a sociedade em geral. Manter sempre a ética no ambiente de trabalho e no próprio trabalho é essencial, portanto, na Defensoria Pública e no trabalho do relações-públicas, um complementa o outro, pois sem comunicação clara e sem verdade não há justiça. Se há relações públicas, há seres humanos, e sem eles nada é possível.

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