Relações Públicas e Neuromarketing: uma união promissora para ações efetivas em Comunicação

Neuromarketing

Uma das formas que as relações públicas têm para pautar suas ações e ter resultados mais efetivos é o comportamento dos públicos de interesse da organização. Para esses casos realizam-se pesquisas de mercado, opinião ou grupos focais em busca de informações relevantes que possam auxiliar na elaboração da melhor estratégia.

Infelizmente, nem sempre as informações coletadas são totalmente confiáveis, uma vez que as pessoas conseguem dizer o que querem, desejam ter e encontrar, mas falham ao explicar por que gostam mais de uma abordagem ou outra, ou por que se lembram de determinada propaganda e não de outra, mesmo em casos de empresas do mesmo segmento.

Um exemplo disto é o resultado do estudo realizado pela “Young & Rubicam” em parceria com a Universidade Americana Adelphi em 2013, em que, explicitamente, o quesito “satisfação sexual” ficou em 14º lugar entre 16 categorias analisadas, enquanto no teste implícito (feito de maneira inconsciente) este quesito foi apontado em primeiro lugar. Fato curioso, não é verdade? Você pode saber mais sobre o estudo no site do “Project Implicit”: implicit.harvard.edu/implicit/.

No intuito de entender esse gap, surge uma área de estudo muito relevante: o neuromarketing. Ele nada mais é do que o estudo de como as ações de Comunicação – Publicidade e Propaganda, RP, Marketing – são captadas, interpretadas e produzem resultado nas pessoas. Mas como isto pode acontecer?

Quem já assistiu ao filme “Do que as mulheres gostam”, em que o personagem interpretado por Mel Gibson adquire o poder de ler o pensamento de todas as mulheres a sua volta, sabe perfeitamente como é vantajoso entender a mente de seus públicos e o que eles desejam verdadeiramente.

A importância do neuromarketing para as relações públicas se mostra com objetivo não só de entender como o consumidor toma as decisões de compra e o que o motiva a fazê-lo, mas vai além, pois, ao entender como o cérebro humano reage aos estímulos que recebe, analisa estas reações e aponta meios para adequar toda a abordagem e material de comunicação para gerar maior impacto e conversão. E não é só isso: com essa abordagem é possível criar um ambiente onde o público-alvo pode se envolver com a marca em um nível multissensorial, gerando um profundo engajamento e “mindshare”.

Utilizar neuromarketing nas ações de RP é entregar ao seu público o que ele quer antes mesmo que ele consiga explicar racionalmente o que quer ou o porquê gosta da sua ação. Será que suas ações de comunicação estão sendo de fato efetivas ou têm caído na “pegadinha” da neurociência?

Fonte: este texto possui dados do artigo “Neuromarketing: sexo, riqueza ou tradição – o que é mais importante?” de Erica Ariano e das definições de neuromarketing usadas pelo Neurobusiness.

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