A Imagem Artística sob O Olhar das Relações Públicas

livroComo dizem os nossos colegas, “Todo Mundo precisa de um RP”, e saberemos hoje mais um campo a ser explorado pela nossa profissão. Falaremos do livro: “A Imagem Artística sob O Olhar das Relações Públicas”, obra escrita pela recifense Kátia Mendes Barros, com prefácio de Margarida Kunsh e publicado em 2015 pela Editora Da Autora.

Kátia Mendes é Bacharela em Comunicação Social com habilitação em nossa querida Relações Públicas, além de ser técnica em Turismo. Tem como expertise a atuação na organização e produção de eventos corporativos e culturais, shows musicais e, sobretudo, na realização de consultoria, focando o planejamento da comunicação e imagem de empresas e pessoas públicas.

Em 2013 ficou em primeiro lugar em sua categoria no prêmio ABRP-SP com a monografia “As Relações Públicas e suas interfaces na gestão da imagem artística”. Falando deste prêmio, frisamos aqui também que esta obra nasce a partir do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) realizado pela autora em 2012.

Dentro de suas 118 páginas, “A Imagem Artística sob O Olhar das Relações Públicas” traz uma perspectiva diferente da atuação das relações públicas, defendendo a aplicação de todo o know-how que a profissão possui para a produção cultural, olhando particularmente para o segmento musical (espero que o pai da Mc Melody possa ler esse livro. rsrs). O livro é dividido em quatro capítulos, sendo:

  • Primeiro Capítulo – Relações Públicas

Nesse capítulo, Kátia vai trazer todo o panorama sobre a história das relações públicas, citando definições, fatos e personalidades importantes da nossa profissão; além de trazer também quais as funções e essência das relações públicas, suas funções básicas e frentes de atuação.

  • Segundo Capítulo – Interfaces das Relações Públicas

Kátia conceitua produção cultural da seguinte forma: “A produção cultural é uma área que requer planejamento constante, pois envolve uma gama de outras atividades que necessitam estar bem entrelaçadas para que ações fluam de forma satisfatória, desde sua execução à finalização.”

Salienta ainda que a questão da produção cultural tem um up a partir da publicação da Lei de incentivo à Cultura (Lei Federal nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991), popularmente conhecida como Lei Rouanet.

No dado capítulo, fala-se também da Indústria Cultural (saudades das aulas de Teoria da Comunicação), do universo artístico e musical, sobre fatores primordiais para a gestão de relações públicas, sendo elas: identidade, imagem e reputação e como gerir a imagem de uma personalidade musical e artística.

  • Terceiro Capítulo – Relações Públicas e Gestão da Imagem Artística

Kátia pensou para o terceiro capítulo unificar a profissão e suas técnicas na  administração da imagem de artistas da música – e, para tal, é sugerida a utilização do profundo conhecimento da gestão de relacionamentos objetivando a construção de uma boa imagem, para assim estabelecer um eficaz planejamento da carreira de um músico.

A autora, sobretudo, nota que a área artística carece muito do olhar do profissional de Relações Públicas e, em cima disto, trabalha com uma forte pesquisa e embasamento à questão das funções indispensáveis para um RP ter êxito nesta área. E aí a nossa visão estratégica será de extrema utilidade.

  • Quarto Capítulo – Método Aplicativo

No último capítulo do livro, Kátia passa um roteiro prático de como iniciar um planejamento de Relações Públicas na área artística. Para tal, ela propõe três pilares básicos: a comunicação, a imagem e o planejamento. E para realizar com eficácia o planejamento de gestão de imagem de um artista a autora apresenta as seguintes etapas:

– Auditoria;

– Material de apresentação;

– Identidade e Imagem;

– Definição de públicos;

– Imagem na internet;

– Comunicação e Imagem em shows e aparições públicas;

– Esclarecimento de dúvidas do artista;

– Ações estratégicas;

– Plano de Comunicação.

 

Eu, Diego, fiquei muito interessado nesse novo setor que o livro me mostrou que posso trabalhar. É legal saber que posso trabalhar com música e RP! Refleti sobre a questão de algumas personalidades artísticas não se “ligarem” muito nesta questão de reputação e imagem, e eu cito dois casos: o primeiro eu até mencionei acima, o caso do pai da Mc Melody, que expõe a filha de uma forma bem chata para atrair visualizações em vídeos na internet; e também o caso da Banda Calypso, em que o lado pessoal está passando para o profissional e estragando a imagem desta banda que você pode gostar ou não, mas que não dá para negar a importância no cenário musical brasileiro. Talvez, se eles tivesse um profissional adequado, um RP, os objetivos de ambos seriam alcançados sem desgastes.

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