Intercâmbio Versátil com Givysson Rodrigues

12063937_1078542512179975_352859678_nEm outubro de 2014, alguns integrantes do Versátil RP tiverem o prazer de conhecer esse rapaz muito gentil e cortês. Eu, Alan e Taís conhecemos o Givysson na Alarp, que aconteceu em Salvador-BA.

Graduado em Relações Públicas pela Universidade Católica de Pernambuco, Givysson Rodrigues, 25 Anos, natural de Recife-PE, há quase três anos desenvolve suas funções na Assessoria de Cerimonial e Projetos Sociais da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Com experiência na área de Eventos, Cerimonial Universitário e Público, traz hoje as normas, ritos, pompas e curiosidades do dia-a-dia do Cerimonial Universitário. Confira:

Costumo dizer que o cerimonial universitário reúne todas as outras esferas do Cerimonial, ou seja, o cerimonial universitário, além de possuir o rito interno da universidade, não se abstém do público: Eclesiástico, Militar, Judiciário, Legislativo, Social, entre outros.

O Cerimonial de uma Universidade visa planejar, organizar, acompanhar e executar os eventos oficiais institucionais, previsto e regulamentado pelo regimento interno. Porém, tudo pautado no DECRETO Nº 70.274, DE 9 DE MARÇO DE 1972, da Presidência da República.

De acordo com Meirelles, a figura do Reitor ou Chanceler, como autoridade maior das universidades, surgiu no ano de 1.200. A ele eram concedidos autoridade e poderes incomensuráveis e, para representar esse poder, determinou-se o uso das vestes talares, que evoluíram para as vestes reitorais.

O evento dentro de uma Instituição Superior é considerado uma ferramenta de comunicação fortíssima e, também, fomenta para contribuir no fortalecimento da imagem institucional diante do público interno e externo. O cerimonial universitário, de acordo com Azzolin, é repleto de símbolos: as bandeiras, os hinos, os símbolos dos cursos, as vestes talares, além dos elementos simbólicos presentes tanto nas solenidades acadêmicas quanto nas Colações de Grau – a imposição do grau, a colocação do anel, láureas, a entrega do diploma, o juramento prestado, a escolha do patrono e do paraninfo.

Destes, destacam-se: aniversário de fundação da Instituição, Colação de Grau, Aula Magna, Inaugurações, Descerramento de placas, Aula Inaugural,  Pedra Fundamental, Outorgas de Títulos Honoríficos, Professor Emérito, Lançamento de Livros, Assinatura de Convênios, Congressos, Seminários, Jornadas, Colóquios, posses, aniversários dos Campi, entre outros.

Quanto à nomenclatura dos eventos, dúvidas ainda são recorrentes para os termos “Solenidade” e “Cerimônia”. De acordo com o dicionário Aurélio, a palavra SOLENIDADE vem do latim “solemne,” que retorna todos os anos, anualmente festejado, festividade que se celebra com pompa e magnificência. CERIMÔNIA é definida como uma reunião festiva, ou até fúnebre, de caráter solene, por ocasião de um acontecimento. São duas as principais diferenças percebidas entre as definições: a palavra pública” e a repetição anual. Deste modo, para ser uma solenidade, deve ser um ato com presença de público e com repetição periódica.

É de responsabilidade do Cerimonial Universitário:

  • Organizar, por meio da ordem Geral de precedência, a composição da mesa de acordo com as autoridades presentes. Internamente, segue mais ou menos um modelo:

Reitor (a);

Vice-reitor (a);

Ex-reitores (a);

Pró-Reitores – Atendendo aos critérios estabelecidos pela Universidade de ordem alfabética ou de fundação;

Diretor dos Campi – Atendendo aos critérios estabelecidos pela Universidade de ordem alfabética ou de fundação;

Diretor dos Departamentos – Atendendo aos critérios estabelecidos pela Universidade de ordem alfabética ou de fundação;

Coordenadores de Cursos – Atendendo aos critérios estabelecidos pela Universidade de ordem alfabética ou de fundação;

Se no evento estiverem presentes autoridades Eclesiásticas, Secretários de Estado, Deputados, Ministros, Senadores, Prefeitos, Governadores, entre outros, as mesmas serão organizadas de acordo com o decreto 70.274 da Presidência da República.

  • Nos eventos em que se faz presente a Administração Superior [Reitor (a) e Vice-Reitor (a)], assessorar na verificação de autoridades presentes, composição de mesa, pronomes de tratamento, pronunciamentos, confirmação da autoridade assessorada ao cerimonial local e ter acesso ao passo-a-passo da solenidade;
  • Executar o Hino Nacional Brasileiro, de acordo com a LEI Nº 5.700, DE 1º DE SETEMBRO DE 1971, que diz: ao tocar de forma instrumental o Hino nacional, este deverá apenas ser executado a primeira parte. Se o Hino Nacional for cantado, este deverá ser executado em duas partes;
  • Responder em nome da Administração Superior aos eventos a que não se fizeram comparecer, através de e-mail, cartão, ligações ou telegrama;
  • Atualizar os staffs externos, tais como: Governo do Estado e órgãos do 1º e 2º escalão, Prefeitura da cidade onde está sediado o Campus e das demais cidades que possuírem Campi e Estações de pesquisa, Deputados Estaduais e Federais, Senadores, Ministros, Cônsules, Embaixadores, Presidentes dos Tribunais, representantes das entidades religiosas, imprensa local, regional e nacional e destaques da sociedade civil em geral;
  • Em dias de luto interno, a Reitoria da universidade determina, no documento denominado Ato de Luto, quantos dias e a partir de quando se iniciará. A bandeira é hasteada a meio Mastro. Em dias de luto determinado pelo Governo Federal, segue a determinação;
  • Em dias de Eventos Oficiais, as bandeiras de todos os Estados da Federação, da cidade sede do evento e da instituição são hasteadas nas primeiras da manhã, de acordo com DECRETO Nº 70.274, DE 9 DE MARÇO DE 1972, da Presidência da República;
  • Expedir os convites das solenidades oficiais, realizar as confirmações das autoridades que se farão presentes e organizar em ordem de precedência os que irão compor mesa e os que serão citados;
  • Ficar atento aos dias dos Símbolos Nacionais, que são Brasão da República, Selo Nacional, Bandeira Nacional e Hinos e realizar as disposições necessárias;
  • Informar dicas e ações a serem tomadas durante os eventos, tais como: não aplaudir o hino nacional durante a execução do mesmo, não se reportar à Bandeira Nacional – porque ambos são Símbolos e possuem a mesma hierarquia -, evitar o uso excessivo do celular durante a composição da mesa, por cortesia, não colocar as mulheres nas extremidades da mesa, ser coerente com o discurso e, se abordar temas polêmicos, ter cuidado com as “palavras”, não ultrapassar o tempo determinado pela presidência da mesa, evitar gesticulações, caretas e voz alta, entre outras.

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