Um senhor, uma jovem e uma pitada de paradigmas: o filme perfeito para o fim de semana

Por Daiane Almeida
um senhor estagiário

Se você ainda não assistiu ao filme “Um senhor estagiário”, deveria. Não por ser um filme com Robert De Niro, não por ser um filme que ainda está nos cinemas, mas porque, como comunicador social, vai encontrar muita coisa para pensar.

A história se desenvolve em torno da ideia de contratar um estagiário sênior para o programa de novos talentos de uma empresa que vende roupas pela internet – a SobMedida – e que, com 18 meses de existência, já tem duas centenas de funcionários.

O paradigma é bom: colocar idosos para trabalhar em uma empresa totalmente jovem – a fundadora ainda esta na casa dos 20, assim como toda sua equipe. Sob essa ótica, no desenrolar da história você vai perceber a sátira feita à falta de comunicação presencial entre todos – tudo funciona com o envio de mensagens eletrônicas e e-mails, inclusive um pedido de desculpas se seu ‘crush’ pegou sua melhor amiga.

Você vai ver as pessoas desacreditando do Ben (Robert De Niro), o estagiário sênior de 70 anos. E também vai vê-lo superar muito bem o desafio. Você vai ver as mulheres roubando a cena – desde a maneira de dar em cima de um colega de trabalho sem ser vulgar e ter bons resultados nisso até sendo líderes de uma empresa. E também vai ver o machismo velado em ação, já que por ser mulher, Jules (Anne Hathaway) deveria estar em casa cuidando da filha e não dirigindo uma empresa em plena fase de expansão que ela mesma fundou com base em uma ideia que teve na cozinha de casa.

Outro ponto interessante que o filme aborda é como os homens perderam a “gentileza” depois de algumas décadas. Vai perceber também a dificuldade de relacionamento quando os pais são mais velhos e não entendem nem apoiam o que você faz. Vai ver a sociedade lutando para manter os paradigmas, tentando esmagar e culpabilizar quem quer fugir deles. Vai ver um pai em tempo integral, a dúvida de se, pela pouca idade, um jovem pode dirigir uma empresa que cresce exponencialmente e como o atendimento personalizado faz toda a diferença.

Vai dar de cara com o medo que os jovens têm de ficarem sozinhos, a busca pela aprovação e ascensão profissional, a dedicação desmedida ao trabalho que chega a comprometer o sono e até a Uber fazendo Product Placement levando Jules em casa depois de umas doses de álcool. Táxi pra quê? E no fim vai perceber que… Não, deixa você assistir pra descobrir o final. Depois me conta o que achou, hein? 😉

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