Black Summit – fortalecendo o processo de inclusão social e econômica da população negra

Por Débora Florêncio e Taís Oliveira

Outro dia indicamos aqui o Black Summit e nós estivemos lá para acompanhar o evento.  Antes, recapitulando – o Black Summit foi o primeiro evento da iniciativa AfroBusiness, associação com o objetivo de conectar empresários e profissionais das mais variadas áreas com foco em desenvolvimento de/para negócios, fortalecendo o processo de inclusão social e econômica da população negra. Esta integração é potencializada por meio de eventos, ferramentas financeiras, plataforma digital, atividades de lazer e desenvolvimento de conteúdo (teremos mais oportunidades de falar detalhadamente sobre tudo isso).

A principal palestra da noite foi realizada pela madrinha do projeto, Alexandra Loras,  Consulesa da França no Brasil (spoiler: vai ter um conteúdo exclusivo com ela para o VRP, aguardem), falando sobre sua experiência em conversas com os jovens, crianças, homens e mulheres de todo o país, levantou questões sobre racismo, diferenças culturais, etc. Além de Loras o evento teve as palestras de Geraldo Rufino, fundador da JR Diesel – que contou sua história de vida e superação; Daniela Zeidan, executiva de negócios digitais PayU – que falou sobre a relação entre o negro e a tecnologia para geração de riquezas e Marcela Lemos, consultora de imagem e estilo da empresa Vestilo Negro, que falou sobre a importância do autoconhecimento para a formação do estilo pessoal.

Imagem: divulgação

Imagem: divulgação

Crescimento de Afro-empreendedores no Brasil

Entre 2002 e 2012 o número de pessoas negras a frente de empresas cresceu 27%. Nesse mesmo período, o número de pessoas brancas a frente de empresas caiu 2%. O levantamento de dados foi feito pelo Sebrae, que aponta também que o tempo médio de estudo entre as pessoas negras cresceu 38%, passando de 4,7 para 6,5 anos. Já entre os brancos, esse crescimento foi de 21%, passando de 7,3 para 8,8 anos de estudo.

Comércio e Serviços são os setores da economia que mais atraem tanto os empreendedores brancos quanto negros. Entre os afrodescendentes, 46% atuam nesses dois setores, e entre os brancos 50%. No grupo dos negros, há uma proporção elevada de indivíduos envolvidos em atividades mais simples, como a pesca, ambulantes e cabeleireiros. Entre os brancos, verifica-se uma maior proporção de indivíduos que empreendem em atividades mais especializadas como advogados, médicos e engenheiros.

Para o presidente do Sebrae, Luiz Barreto, o avanço da participação de pessoas negras à frente de empresas indica também que as políticas sociais voltadas para essa parcela da população e a criação da figura jurídica do Microempreendedor Individual (MEI) estão contribuindo para a melhoria dos indicadores desse grupo que representa hoje mais da metade da população brasileira, de acordo com o Censo do IBGE. De acordo com o estudo do Sebrae, além de elevar sua participação entre os proprietários de negócios, os negros também tiveram um aumento em seu rendimento médio mensal e no nível de escolaridade superior ao dos brancos. “Mais pessoas negras estão ascendendo à classe média e assumindo posições importantes no mercado de trabalho e no universo do consumo e do empreendedorismo”, ressalta Barretto. É visível que as desigualdades persistem, porém, a perspectiva é promissora para esses empreendedores.

Tem interesse nessa iniciativa? Acompanhe e saiba de todas as ações que ainda virão!

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