Bebendo de outras fontes – com Alexandra Loras

Por Taís Oliveira

Quando decidi fazer essa série, criei uma lista com alguns nomes que considero importantes e admiro, particularmente. Sonhei muito alto, como vocês podem ver abaixo:

consulesa

Era um sábado de manhã quando enviei o primeiro e-mail para a Consulesa. Em 40 minutos ela respondeu. Combinamos de conversar pessoalmente no Black Summit, que iria acontecer em alguns dias e nós duas estaríamos presentes. Ao fim do evento, fomos bater um papo sobre comunicação, política, racismo. Conversa transcrita no texto abaixo que, infelizmente, não será capaz de descrever o quão Alexandra Loras é acessível, simpática, inteligente e linda pessoalmente. ❤

Sobre comunicação, jornalismo, autoimagem e conselhos

Em sua opinião, como a comunicação pode auxiliar no processo de autoestima de jovens e na busca pela igualdade racial na sociedade?

A comunicação é uma ferramenta poderosa, estamos numa sociedade eurocêntrica que, de uma maneira subliminar, inferioriza o negro. Os papéis em dramaturgia, por exemplo, só servem para representar serviçais, criminosos, etc. E nós precisamos mudar essa narrativa colocando advogado negro, médico negro, juíza negra, governador negro, professor de universidade negro. Precisamos ver mais negros dessa maneira para que tenhamos uma representação e estimulo de acesso a espaços de liderança, poder e decisão.

Qual sua opinião sobre a cobertura da mídia nacional em relação à crise política e econômica?

É muito importante estudar jornalismo e novas tecnologias, pois é uma forma de entrar e de fazer a diferença nos ambientes de poder e informação. Precisamos conhecer e ter acesso às mídias alternativas, para que possamos ir além do que a grande mídia oferece. Mídia esta que trata o que tem acontecido no país de forma parcial e nada equilibrada. Estamos num país no qual poucas famílias detém mais da metade da economia do país; de certa forma ainda estamos em uma oligarquia disfarçada. Dentro dessa mentira, precisamos nos dedicar e buscar conhecimentos, informações, e seguir pessoas que são referências para construir uma outra narrativa e visão do contexto.

Quais dicas você gostaria de deixar para os jovens estudantes?

Faça um mídia-kit de vocês mesmos, pegue toda sua produção, artigos, fotos com personalidades e eventos, crie um blog e junte tudo do que você se orgulha de ter feito no mesmo documento. Quando alguém quiser saber da sua trajetória profissional, você já terá um material elaborado para apresentar-se. Além disso, outra dica que costumo dar aos jovens é: façam uma lista de dez pessoas que você mais admira, falem para elas sobre essa admiração e peça-lhes um tempo semanal ou mensal para que possam conversar e aprender mutuamente. Ou seja, peça para que eles sejam seu mentores. Talvez desses dez, três irão topar e eles serão seus pilares para colaborar na construção e desenvolvimento do seu potencial.

alexandra-loras

 

Curtiu? Fica de olho que logo menos trago o próximo/a convidado/a! 😉

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