#03 Mudei de país, e agora?

Por Michele Boin

Aproveitando o clima: hello! 😀

O papo de hoje é com a Amanda Balista Thomé, 20 anos, estudante do 3º semestre de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo. Ela, que foi para Brighton, uma cidade no sul da Inglaterra, e lá ficou por dois meses (de outubro a dezembro de 2013),vem nos confidenciar TUDO o que viveu nessa experiência. Você pode conferir os relatos anteriores aqui!

VRP: Para qual país você foi? Quanto tempo ficou lá? Quando a viagem aconteceu?

Amanda: Viajei para Brighton, uma cidade no sul da Inglaterra, perto de Londres. Fiquei durante dois meses, de outubro a dezembro de 2013.

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Viagem de Amanda a Brighton e passeios por Londres, na Inglaterra

VRP: Como conseguiu a oportunidade?

Amanda: Estava sem estudar. Tinha me formado no colegial, e ainda não tinha certeza do que fazer de faculdade, então meus pais me incentivaram a passar um tempo fora do Brasil pra ajudar na decisão.

VRP: Você já tinha viajado para o exterior anteriormente? Para qual lugar e em qual ocasião? 

Amanda: Foi minha primeira viagem para o exterior.

VRP: Quando viajou, você já tinha fluência na língua nativa? Percebeu alguma grande diferença entre o seu aprendizado no Brasil e a prática do idioma no país?

Amanda: Já tinha uma certa fluência com o inglês, desde criança fui aprendendo sozinha. Assistia seriados sem legenda, ouvia músicas em inglês, livros e tudo mais. Mas a diferença entre estar no Brasil e realizar essas ações é completamente diferente, pois lá fora parece que você “mergulha” no idioma. Por mais que tenha outras pessoas, de outros lugares do mundo, você se sente como se fosse um deles.

VRP: Por que optou por fazer o intercâmbio? Quais eram seus planos, sonhos e ambições com isto?

Amanda: Optei por sempre ter curiosidade e vontade de conhecer a Inglaterra, foi um sonho desde os dez anos. Na realidade, queria ir para conhecer Londres, mas uma amiga me aconselhou a ir para Brighton, porque “Brighton é como o Guarujá, e Londres é São Paulo”, e isso me deixou ainda mais interessada por Brighton. Fui de coração aberto para conhecer novas pessoas, e para ter novas experiências sozinha. Fui sem conhecer ninguém, sem ter muitas infos sobre a cidade, e ter minha autonomia e responsabilidade.

VRP: Quais eram suas condições no exterior?

Amanda: Como fui por uma agência de viagens, morei em uma casa de família, com direito a café da manhã e janta. Nos almoços ia até o shopping ou algum restaurante com as minhas amigas. Estudava em uma escola de inglês chamada Embassy. Fazia amizades na escola, principalmente, e também em baladas, onde conhecia pessoas de todos os lugares do mundo. Me locomovia todos os dias de ônibus, e algumas vezes de táxi.

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Viagem de Amanda a Brighton e passeios por Londres, na Inglaterra

VRP: Você se sentiu bem acolhida pelos nativos do país? Por quê?

Amanda: Antes da viagem, estava receosa, por achar que os ingleses eram um povo frio. Mas, ao chegar lá, fui bem acolhida por todos, me perguntavam sobre o país, pediam para falar palavras em português para eles ou mesmo palavrões.

VRP: Como interpretou a questão da diferença cultural? Pode me dar exemplos das maiores diferenças de hábitos e cultura com relação ao Brasil?

Amanda: Percebi a diferença cultural principalmente nos meios de locomoção. Lá, todos andam de ônibus, sem nenhum tipo de preconceito. Inclusive, cães também andavam de ônibus. Vários dias encontrei cães (de coleiras, e com seus donos, claro!) andando de ônibus. Além disso, eles não têm tanto costume de limpar a casa, não têm empregadas, não fazem as unhas em salão, como fazemos aqui.

VRP: Qual foi a sua sensação ao retornar para o Brasil?

Amanda: Por ter sido minha primeira viagem, estava com saudades de casa, da minha família. Mas também, tive vontade de continuar lá por mais tempo.

VRP: Ainda mantem um relacionamento com os gringos? Como é essa relação hoje?

Amanda: Com os gringos, não. Mas tenho amigas brasileiras que fiz por lá que mantenho contato até hoje.

VRP: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas no país?

Amanda: Nos primeiros dias, as maiores dificuldades foram com relação à locomoção, por não conhecer a cidade. Além disso, eu era uma pessoa muito tímida, então demorei um pouco para fazer amigos.

VRP: Faria intercâmbio de novo? Por que, para onde e por quanto tempo?

Amanda: Faria, sem pensar duas vezes! Minha vontade é conhecer a Espanha e a França. Escolheria um dos dois países, por gostar muito da língua e da cultura. Ficaria de quatro a seis meses, tirando um tempo para viajar pela Europa também.

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Viagem de Amanda a Brighton e passeios por Londres, na Inglaterra

VRP: O que essa experiência acrescentou à sua vida?

Amanda: Me deixou mais solta para conversar com as pessoas, me ajudou a combater a timidez. Antes de viajar, não me comunicava muito com as pessoas, era muito fechada. E quando voltei de viagem, perdi esse medo de conversar e me expressar.

VRP: E como comunicador, qual foi o “peso” do intercâmbio na sua vida acadêmica e profissional? Exemplifique.

Amanda: Me ajudou muito, principalmente por ter escolhido o curso de Relações Públicas, em que a prioridade é conversar, se relacionar com o público.

VRP: Alguma dica extra para os intercambistas iniciantes? 

Amanda: Pesquisar muito bem sobre o local, baixar aplicativos no celular sobre a cidade, sempre ter um dinheirinho extra guardado, caso necessite.

Indicação da Amanda, para finalizar:

Sempre indico a cidade de Brighton para as pessoas que desejam fazer um intercâmbio, mas não sabem ao certo para onde ir. Brighton, na verdade, se chama Brighton and Hove, a junção de duas cidades (como Santo André e São Bernardo, por exemplo), e além de ser uma cidade muito tranquila, ela é uma cidade para intercambistas, tendo diversas atrações – não só baladas, mas passeios, roda-gigante à beira mar, onde você pode ver toda a cidade, um pier com diversos jogos, além de outras coisas. Além disso, Brighton é uma cidade muito segura, onde você pode andar tranquilamente com seu celular na mão sem ter medo de ser assaltada (claro, tem seus perigos e assaltos, mas num número bem menor do que no Brasil).

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Por hoje ficamos por aqui. Se você tem vontade de participar da série contando a sua experiência como intercambista (serve o gringo no Brasil também), mande um e-mail para michele.fboin@gmail.com 😉

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