#06 Mudei de país, e agora?

Por Michele Boin

Buenos!

O papo do dia é com a Jéssica Medeiros, 23 anos, formada no ano de 2013 em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e que está desbravando a Austrália desde abril de 2014. Vamos ver o que ela conta para nós sobre essa experiência de vida? Você pode conferir os relatos anteriores aqui!

VRP: Para qual país você foi? Quanto tempo está aí? Quando a viagem aconteceu?

Jéssica: Vim para a Austrália dia 13 de abril de 2014 e estou aqui até agora.

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Viagem de Jéssica à Austrália

VRP: Como conseguiu a oportunidade?

Jéssica: Me formei no final de 2013. Eu estava esperando ser efetivada no meu estágio, mas como não rolou, resolvi fazer o intercâmbio, já que não tinha nenhum trabalho fixo.

VRP: Você já tinha viajado para o exterior anteriormente? Para qual lugar e em qual ocasião?

Jéssica: Fui para a Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, quando fiz 15 anos.

VRP: Quando viajou, você já tinha fluência na língua nativa? Percebeu alguma grande diferença entre o seu aprendizado no Brasil e a prática do idioma no país?

Jéssica: Fiz inglês no Brasil por cinco anos, mas, chegando na Austrália, vi que não sabia tanto assim. É muito diferente ter aula de inglês com professores brasileiros e com professores, de fato, nativos.

VRP: Por que optou por fazer o intercâmbio? Quais eram seus planos, sonhos e ambições com isto?

Jéssica: Porque minha área pede o domínio na língua e porque percebi que para conseguir um trabalho legal hoje em dia é preciso ter essa experiência fora do país.

VRP: Quais são suas condições no exterior?

Jéssica: O custo de vida é caro. Sempre morei em apartamento, dividindo com mais estudantes. É muito fácil fazer amizade, uma vez que existem muitas pessoas nas mesmas condições que você. O transporte público aqui é ótimo e tem comida do mundo inteiro com um preço muito mais acessível do que em São Paulo.

VRP: Você se sentiu bem acolhida pelos nativos do país? Por quê?

Jéssica: Sim, os australianos já estão acostumados com os estudantes internacionais.

VRP: Como interpretou a questão da diferença cultural? Pode me dar exemplos das maiores diferenças de hábitos e cultura com relação ao Brasil?

Jéssica: Aqui em Sydney, onde moro, tem gente do muito todo, então me deparo com diferentes culturas todos os dias. Eles não escovam muito os dentes, costumam usar roupas sem passar o ferro, fazem piqueniques e churrascos em parques, respeitam regras e leis, falam obrigado(a) para o motorista do ônibus quando saem, tomam pelo menos três cafés por dia, colocam abacate em toda comida, têm em média de três a quatro filhos.

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Viagem de Jéssica à Austrália

VRP: Qual foi a sua sensação ao retornar para o Brasil?

Jéssica: Ainda estou na Austrália e fui para o Brasil de férias visitar minha família em novembro de 2015. Fiquei chocada com o trânsito, a violência e o preço de tudo.

VRP: Ainda mantem um relacionamento com os gringos? Como é essa relação hoje?

Jéssica: Fiz vários amigos que já voltaram para seus países. Tenho amigas francesas, italianas, colombianas, e nos falamos até hoje.

VRP: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas no país?

Jéssica: O primeiro mês é difícil porque não estamos acostumados com o inglês australiano, que é mil vezes mais difícil do que o americano. Depois de um ano que você está fora, você de fato começa a ter saudade de sua casa/família/amigos.

VRP: Faria intercâmbio de novo? Por que, para onde e por quanto tempo?

Jéssica: Quanto mais você viaja e conhece gente nova, mais você quer viajar. Hoje eu tenho certeza que o mundo é muito grande e vale muito a pena desbravá-lo.

VRP: O que essa experiência acrescentou à sua vida?

Jéssica: Sou mais humilde, respeito as diferenças, dou mais valor à minha família e vejo que sou muito mais forte do que eu pensava.

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Viagem de Jéssica à Austrália

VRP: E como comunicador, qual foi o “peso” do intercâmbio na sua vida acadêmica e profissional? Exemplifique.

Jéssica: Eu percebi que comunicação é tudo! Se você vai para um país que você não fala a língua deles, sua vida vai ser muito difícil para pedir um café, por exemplo (risos). Atualmente estou fazendo estágio em uma agência de RP e vejo que Relações Publicas é exatamente a mesmo coisa no Brasil e na Austrália. Se você gosta do que faz, você vai fazer seu trabalho em inglês, espanhol, francês e por aí vai…

VRP: Alguma dica extra para os intercambistas iniciantes?

Jéssica: Não se acomode, esteja aberto para conhecer pessoas diferentes, não tenha vergonha de falar inglês, não se sinta ofendido se alguém te corrigir.

Brasileiro é um povo muito bom e acolhedor, mas, uma vez que você saiu do Brasil, saia da zona de conforto e tente de fato falar inglês. Do contrário, você pode ter feito um ano de intercâmbio e não vai ter aprendido nada de inglês.

 

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Por hoje ficamos por aqui. Se você tem vontade de participar da série contando a sua experiência como intercambista (serve o gringo no Brasil também), mande um e-mail para michele.fboin@gmail.com 😉

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