#09 Mudei de país, e agora?

Por Michele Boin

Hello!

Hoje o papo rola com a Aline Saito, 24 anos, formada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero em 2014 e que passou um mês (outubro de 2015) em Dublin, na Irlanda, como intercambista. Ela conta um pouco de como as coisas se desenrolaram por lá e os prós e contras do passeio. Confira! Você pode ver os relatos anteriores aqui!

VRP: Para qual país você foi? Quanto tempo ficou lá? Quando a viagem aconteceu?

Aline: Fui para a República da Irlanda (mais especificamente para Dublin). Fiquei um mês lá e a viagem aconteceu em outubro  de 2015.

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Viagem de Aline à Irlanda e passeio pela Inglaterra

VRP: Como conseguiu a oportunidade?

Aline: Aproveitei que minha melhor amiga estava morando lá, fazendo intercâmbio, e juntei o útil ao agradável: fui visitá-la e aproveitei e fiz um curso de inglês, durante meu mês de férias do trabalho.

VRP: Você já tinha viajado para o exterior anteriormente? Para qual lugar e em qual ocasião?

Aline: Já, mas só para a América do Sul: Argentina (2012) e Chile (2014).

VRP: Quando viajou, você já tinha fluência na língua nativa? Percebeu alguma grande diferença entre o seu aprendizado no Brasil e a prática do idioma no país?

Aline: Eu estudo inglês desde que tinha sete anos, mas, mesmo assim, ainda não me considero fluente. Acredito que você só se torna fluente se você vivenciar a língua, dia e noite, praticando o tempo todo e falando com quase a mesma facilidade que você fala sua língua nativa. E, por isso, eu fazia tanta questão de ter essa experiência. E, pra mim, a grande diferença é exatamente essa: você vivenciar a língua o tempo todo é diferente de você se dedicar durante 1h, 2h do seu dia, algumas vezes na semana… Mas, só pra deixar claro: ainda acho muito válido estudar aqui no Brasil! Mas vale também viajar pra fora para vivenciar a língua.

VRP: Por que optou por fazer o intercâmbio? Quais eram seus planos, sonhos e ambições com isto?

Aline: Acredito que o intercâmbio é ótimo para melhorar sua língua e, como consequência, seu currículo! Além disso, optei por fazer intercâmbio porque sempre quis conhecer a Europa. E pra mim o sonho foi realizado! Claro que ainda tenho muito o que conhecer por lá, mas, neste mês que passei lá, consegui viajar bastante pela Irlanda e conheci Londres e Glasgow (Escócia).

VRP: Quais eram suas condições no exterior?

Aline: No mês em que fiquei lá, morei com minha melhor amiga, que citei lá no começo. Dormíamos no mesmo quarto, na casa da família em que ela trabalha como Au Pair. Estudei na mesma escola em que ela estudou, pois era uma escola muito boa. Me locomovia de ônibus (na Irlanda não tem metrô), tudo muito organizado e limpo – e os ônibus tinham dois andares (risos). Fiz amizades com pessoas da minha sala da escola.

VRP: Você se sentiu bem acolhida pelos nativos do país? Por quê?

Aline: Eu me senti bem acolhida, na verdade. Meus professores, que eram nativos, sempre foram muito simpáticos e me davam dicas de locais para ir. Além disso, todas as pessoas com as quais conversava na rua, seja pra pedir informações ou até pra tirar alguma dúvida, sempre foram muito solícitas e amigáveis. E, claro, não poderia de deixar de falar sobre a família da casa em que me hospedei: eles me receberam bem desde o primeiro dia, jantávamos todos os dias juntos! Além disso, eles tinham três filhos super fofos e educados que me ajudavam em tudo (risos)! Até me corrigiam no inglês!

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Viagem de Aline à Irlanda e passeio pela Inglaterra

VRP: Como interpretou a questão da diferença cultural? Pode me dar exemplos das maiores diferenças de hábitos e cultura com relação ao Brasil?

Aline: Como convivi muito com as crianças da casa, pude perceber traços de comportamento neles que não temos aqui. Por exemplo, eles estimulam muito a independência deles. O filho menor da casa, que tinha quatro anos, vestia-se sozinho, fazia seu prato no café da manhã, comia sozinho etc. Outro ponto é que as escolas públicas de lá são muito boas, inclusive os meninos estudavam em uma escola próxima da casa, que era pública (isso que eles eram de classe média alta). Um detalhe: a escola era somente de meninos. Outros hábitos também chamam a atenção, como o fato de tomar banho um dia sim, outro não; não almoçar como nós (era somente um lanche, um pão, não um prato de comida); entre outros.

VRP: Qual foi a sua sensação ao retornar para o Brasil?

Aline: Pra falar a verdade, estava com saudade do meu namorado e da minha família, então não foi muito sofrido voltar pra cá. Claro que a experiência que tive foi maravilhosa, o país como um todo funciona de uma forma muuuito mais organizada que o nosso, mas o Brasil é minha casa, né? Senti saudades da minha casa, do meu quarto, da minha vida aqui. Então foi bom voltar e poder valorizar ainda mais cada coisinha que temos aqui e minha família e namorado.

VRP: Ainda mantem um relacionamento com os gringos? Como é essa relação hoje?

Aline: Não possuo. A família me recebeu muito bem, mas o relacionamento ficou por lá mesmo (risos). O filho menor deles ainda pergunta de mim pra minha amiga que trabalha lá, mas é só.

VRP: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas no país?

Aline: Não enfrentei grandes dificuldades, pra ser bem sincera. Como tive a ajuda da minha amiga, tudo ficou muito mais tranquilo lá. Ela me ajudava com ônibus, localização, essas coisas… E hoje em dia, se você tem internet, você tem tudo, né (risos)? GPS foi extremamente útil!

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Viagem de Aline à Irlanda e passeio pela Inglaterra

VRP: Faria intercâmbio de novo? Por que, para onde e por quanto tempo?

Aline: Sim! Acredito ser sempre bom praticar a língua com nativos. Da próxima vez, penso em ir para um país diferente, provavelmente Estados Unidos ou Canadá, ou até um país que fala espanhol. Ficaria sempre um mês, acho que é o suficiente para ter uma experiência bacana, sem ter que me desligar do meu emprego.

VRP: O que essa experiência acrescentou à sua vida?

Aline: Muito! A experiência foi incrível! Me ensinou o valor da minha casinha, das pessoas ao meu redor e da minha vida.

VRP: E como comunicador, qual foi o “peso” do intercâmbio na sua vida acadêmica e profissional? Exemplifique.

Aline: Acredito que somente acrescentou na minha vida. Com certeza é ótimo ter essa experiência no currículo, além de acrescentar como conhecimento da língua mesmo.

VRP: Alguma dica extra para os intercambistas iniciantes?

Aline: Vão em frente! Pesquisem bastante, visitem várias agências, procurem os prós e contras da escolha de um país, e se possível, conversem com pessoas que já estiveram naquele país. Guarde dinheiro (o real infelizmente não está valendo muito – risos), procure como vai estar a temperatura no lugar na época em que estiver lá, compre roupas aqui (mas reserve pra comprar roupa lá também!).

Aproveite cada instante, com certeza é uma experiência que vai ficar na sua memória pra sempre!

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Por hoje ficamos por aqui. Se você tem vontade de participar da série contando a sua experiência como intercambista (serve o gringo no Brasil também), mande um e-mail para michele.fboin@gmail.com 😉

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