As lições de relações públicas, marketing digital e felicidade profissional que o filme Chef pode nos ensinar

Por Tânia d’Ávila

Você já ouviu falar no filme Chef? Ele foi lançado em meados de 2014 e, direta ou indiretamente, seu roteiro aborda situações que envolvem relações públicas e marketing digital.

Falando resumidamente, a história é sobre um chef de cozinha, chamado Carl Casper, que, apesar de amar o que faz, não é feliz executando o seu trabalho. Talvez, no início, ele não tenha essa consciência, mas isso vai ficando claro quando ele se vê forçado a mudar os seus rumos profissionais.

Em determinando momento, um dos mais renomados críticos da gastronomia vai ao restaurante em que ele trabalha e, para a sua surpresa, a avaliação não é positiva. Carl Casper fica frustrado com a crítica, mas resolve que irá inovar o menu do restaurante. Até esse momento, Carl é uma pessoa desconectada das redes sociais e, portanto, totalmente alheia ao que acontece na internet. Até que ele descobre a existência do Twitter e, junto, fica sabendo que a avaliação do crítico viralizou nessa rede.

Com pouco conhecimento e pouca orientação sobre como agir nas redes sociais, Carl se cadastra no Twitter e tem a infeliz iniciativa de responder ao crítico de uma maneira não muito educada, gerando uma repercussão bastante negativa. E, como se não bastasse, o chef reage às repercussões, fazendo com que a situação piore.

Nesse ponto, duas coisas ficam claras:

  1. Algumas vezes, vemos marcas optarem por não estarem nas redes sociais, pois têm medo, justamente, dos comentários negativos que podem surgir. Sempre digo que, se houver cliente insatisfeito – e se a marca não se preocupar em tomar medidas para melhorar os seus próprios pontos falhos –, a repercussão negativa, de uma forma ou de outra, vai acontecer. Afinal, a marca pode não estar nas redes sociais, mas os seus clientes estão – e, sendo assim, eles têm o poder de falar da marca. A diferença é que, quando se está nas redes sociais, há a possibilidade de monitorar e identificar o que se está falando para tomar as devidas providências antes que isso se torne uma crise de imagem. E, no caso de Carl Casper, ele não tinha conhecimento sobre esse mundo virtual, mas a avaliação do crítico viralizou e centenas de pessoas estavam falando sobre ele e sobre o trabalho dele. E ele não estava lá para se defender, se explicar e, até, reverter a situação.
  2. Quando ele passou a fazer parte desse mundo, faltou conhecimento e orientação para que, ao invés de piorar a situação, ele pudesse melhorar, o que significa que o ponto citado anteriormente não é suficiente se não houver alguém capacitado para fazer a gestão da presença digital das marcas.

Voltando ao filme, diversos acontecimentos vão deixando Carl descontrolado. Em determinado momento, esse descontrole toma conta não “apenas” das redes sociais, mas se reflete, também, no “mundo off-line” e, em uma discussão em público com o crítico, diversas pessoas filmam a situação e postam nas redes sociais, comprometendo ainda mais a imagem de Carl. Arrisco dizer que foi apenas nesse momento que o chef percebeu a força das redes sociais e a gravidade da situação. Sem emprego e queimado no mercado, Carl se vê sem saída. E é aí que, em uma viagem com sua ex-mulher e seu filho, o chef encontra uma alternativa. E se você está pensando que essa alternativa é mudar de profissão, te adianto que errou. A alternativa é continuar fazendo o que ele ama, mas de outro jeito: sendo seu próprio chefe.

Com a ajuda de sua ex-mulher, de seu filho, de um ex-funcionário do restaurante e, agora, usando as redes sociais a seu favor, Carl se reinventou e se superou.

Relações Públicas e o Filme Chef

O Filme Chef pode nos ensinar diversas lições sobre relações públicas e marketing digital

E aí, podemos entender que:

  1. Ele não deu a volta por cima brigando com o crítico, com os seus seguidores, nem teimando estar certo. Ele não deu a volta por cima fazendo o que ele sempre fez. Ele deu a volta por cima dando um tempo, se afastando do caos, repensando e mudando suas atitudes. Ele passou a ser reconhecido por, simplesmente, fazer bem o seu trabalho. Ele não quis provar que era bom falando que era bom. Ele provou que era bom mostrando que era bom.
  2. O que desencadeou a crise de imagem dele foi, basicamente, a falta de conhecimento para gerir a situação nas redes sociais, pois Carl era um excelente chef e um líder admirado por seus funcionários. E esses dois fatores foram essenciais para que ele pudesse dar a volta por cima, já que teve conhecimento técnico para continuar atuando na área, e pôde contar com a ajuda e o apoio de pessoas que o admiravam e acreditavam nele.
  3. As redes sociais, que foram as grandes responsáveis por sua crise de imagem, passaram a ser aliadas desse novo momento profissional, já que a gestão delas ficou nas mãos de seu filho, que tinha um entendimento sobre o funcionamento e o poder desses canais.
  4. Carl entendeu, mesmo sem querer, que a maneira como ele executava o seu trabalho não trazia realização para ele, e isso impactava diretamente no resultado da entrega – faltava liberdade, faltava inspiração, faltava motivação. Ou seja, não basta fazer o que se ama se não fizer do jeito que se ama.

E você, já assistiu a esse filme? Se sim, fique à vontade para contribuir com outros pontos de vista e enriquecer a discussão. Se não, a minha dica é que você assista e, claro, volte para me dizer o que achou! 😉

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