E o terceiro setor, RPs?

Por Rogério Ribeiro 

Para iniciar a minha reflexão, falarei muito brevemente sobre mim.

Meu nome é Rogério Ribeiro, tenho 27 anos, atuei durante 8 anos no terceiro setor, não como relações-públicas, mas fui auxiliar, professor e até encarregado administrativo.

Entrei na faculdade de relações públicas em fevereiro de 2015, com uma vontade muito forte e um plano concreto do que fazer da minha carreira, atuar no terceiro setor. Encontrei dentro de relações públicas a possibilidade de continuar atuando nesse campo de uma maneira tão efetiva quanto, sempre utilizando de uma ferramenta que sempre gostei e me identifiquei, a comunicação.

Com o passar do tempo, analisando as pessoas ao meu redor, a área, as publicações constantes nos grupos de relações públicas, sites especializados, personalidades influentes, discursos… E o que mais se pode imaginar. Notei que o olhar para o terceiro setor ainda é incipiente.

Quero deixar uma coisa clara, daqui pra frente em meu texto, quando falar sobre terceiro setor não vou me referir apenas às ONGs, OSCIPS e demais órgãos especializados, mas também a comunicação de causas, pautas sociais, discussões sobre direitos, LGBTT, negritude, feminismo e afins, sei que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra, no entanto, a comunicação de causas vai além de questões institucionais, siglas e corporações, além disso, as instituições sociais não deixam de trabalhar com causas, essa é só uma questão estrutural.

Voltando.

O olhar das relações públicas para causas é muito iniciante, temos sim uma parcela que aborda essas questões, enxerga relações públicas como uma forte ferramenta, mas ainda é uma quantidade muito pequena, os mais conhecidos, os maiores produtores de conteúdos para área, não estão preocupados com isso, o foco é e sempre foi, BUSINESS. Mídias sociais… de empresas. Campanhas… de empresas. Comerciais virais… de empresas. Imagens e reputações… de empresas.

Cadê aquela base concreta de mapeamento de públicos que só o profissional de relações públicas sabe fazer, aplicada a uma lógica de alcance causal? Ou aquele conhecimento de comunicação segmentada para alcançar devidamente pessoas que não estão inseridas em determinadas pautas?

Não temos.

Não falo isso em tom de crítica, mas sim de maneira reflexiva, como comunicólogos podemos muito mais que apenas bajular e nos espelhar nas piadas que o social media da Netflix faz, nossa área e nossas ferramentas vão muito além disso, muito.

Para finalizar, deixo aqui uma pergunta:

Como você tem se utilizado das ferramentas que possui?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s