Viva o Dia Interamericano de Relações Públicas

Por Profa. Dra. Márcia Carvalhal

Quando crianças, sempre somos impelidos a pensar sobre o nosso futuro e respondermos a pergunta: o que você vai ser quando crescer? Em resposta a isso, os pequenos respondem as profissões das mais diversas. O fato é que muito poucas pessoas conseguem manter as suas escolhas de criança até a fase adulta. A maioria muda de opinião e escolhe no final profissões completamente diferentes do que imaginavam na infância.

Uma coisa podemos dar como certa: todos pensam e querem que a sua profissão tenha reconhecimento social e visibilidade de mercado.

Escolher ser relações-públicas é escolher a melhor profissão da atualidade, pelas competências serem exatamente as que as organizações, sejam elas públicas ou privadas, comerciais, industriais ou de serviço, pequena, média ou de grande porte, familiar ou multinacional, não importa o porte e nem o tipo, se relacionar bem com os seus públicos e estabelecer uma imagem pública de qualidade é o que elas mais precisam no mundo contemporâneo.

As Relações Públicas são a melhor profissão da atualidade porque o que vale hoje na sociedade são os relacionamentos e sabendo construí-los e mantê-los, regando-os como uma flor, que precisa de atenção, a conquista pelo respeito, confiança e credibilidade é garantida.

Trata-se de uma profissão naturalmente de dimensionamento internacional, que se apropria de conhecimentos interdisciplinares e se estabelece em alto nível em todo o mundo, com profissionais de grande valor, espalhados por toda parte, disseminando a harmonia social e mediando os interesses e buscando o equilíbrio no sistema organizações-públicos.

Nos destacamos, seja gerenciando crises, muitas vezes, inclusive, transformando essas crises em grandes oportunidades, seja estabelecendo parcerias ou gerindo a imagem em busca da conquista por credibilidade.

Para tanto, realizamos pesquisas das mais diversas e tratamos nesse processo os públicos de modo específico e cuidadoso, levando em conta as suas especificidades e características, para pensar em ações administrativas e comunicação para o estabelecimento do melhor relacionamento com eles.

Nesse âmbito, falar de dificuldades se torna, a meu ver, irrelevante, porque pergunto: quem não tem dificuldades na vida? Que profissional não os enfrenta ao longo da sua vida? Por outro lado, se a vida, como diz o poeta, for solucionar problemas, como relações-públicas estamos sempre na frente, porque essa é a nossa maior competência: dirimir conflitos.

Aprendemos técnicas, estudamos públicos e organizações, buscamos a melhor forma de nos relacionar, sabemos criar estratégias de comunicação e de relacionamentos, mas, a mais significativa das nossas competências é mesmo a gestão das micropolíticas no âmbito das organizações, segundo o mestre Simões, a nossa função precípua.

O fato é que o mundo está pronto para nos receber. Na troca de experiências com profissionais de outros países percebemos a necessidade de respeito a cultura, as particularidades de cada local e a forma simbólica que as Relações Públicas vão chegar em cada um deles.

O que você, relações-públicas, está esperando? O mundo lhe espera. Viva as Relações Públicas. Viva o Dia Interamericano de Relações Públicas.

 


Doutora e Mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social; pós-graduada em Educação Superior e Novas Tecnologias e em Gestão Estratégica em Relações Públicas; graduada em Relações Públicas; pesquisadora da área de cibercultura vinculada ao CNPq, desde 2006.

Atualmente é secretária geral da ALARP-Brasil, membro do Conselho de Relações Públicas do Centro Interamericano de Comunicação (CIC) e membro associado da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM).